Em uma venda presencial, Pix na maquininha e QR Code Pix podem parecer duas opções diferentes de pagamento. Mas, nos dois casos, a transação continua sendo um Pix. O que muda é a forma como a cobrança é gerada e apresentada ao cliente.

Essa diferença pode interferir nos custos, na identificação das transações e na forma de conferir os pagamentos recebidos.

Neste artigo, o DNA Empreendedor, da Cora, explica as diferenças entre essas formas de receber, quando pode haver tarifa e quais critérios ajudam a decidir qual opção faz mais sentido para a empresa.

Qual é a diferença entre Pix na maquininha e QR Code Pix?

A principal diferença está em como o QR Code usado para iniciar o Pix é gerado e apresentado ao cliente. Pix e QR Code não são meios de pagamento concorrentes; o QR Code é uma das formas de iniciar uma transação pelo Pix.

Em uma maquininha com QR Code Pix, em muitas soluções, a cobrança é iniciada no terminal e o QR Code exibido já traz o valor informado para aquela venda. 

Sem maquininha, o QR Code pode ser criado no aplicativo de uma conta PJ ou em uma ferramenta de cobrança. O código pode ser exibido em uma tela, compartilhado digitalmente ou, no caso de um QR Code estático, até ser impresso e colocado no caixa. 

Também existem diferenças entre os próprios códigos:

  • QR Code estático — pode ser reutilizado em diferentes pagamentos e ter valor previamente definido ou deixado em aberto. Quando o valor não está preenchido, o cliente precisa informá-lo no momento do pagamento, o que exige atenção da empresa na conferência;
  • QR Code dinâmico — é gerado para uma cobrança específica e pode incluir informações como valor, identificação da transação e, quando aplicável, data de vencimento. Dependendo dos registros oferecidos pela solução, esses dados também podem facilitar a identificação do pagamento.

Como funciona o Pix na maquininha?

O Pix na maquininha funciona quando um QR Code é gerado para a venda e exibido no terminal para o cliente fazer o pagamento pelo aplicativo da instituição financeira. O fluxo exato e os recursos disponíveis dependem do equipamento e do fornecedor.

Em uma operação comum, o processo segue esta sequência:

  1. A pessoa responsável pela venda seleciona Pix na maquininha.
  2. Informa o valor da cobrança.
  3. O QR Code é gerado e exibido no terminal.
  4. O cliente escaneia o código pelo celular e confere os dados.
  5. Após o pagamento, a solução utilizada informa a situação da transação.

Nesse formato, o QR Code pode trazer o valor da cobrança já definido, evitando que o cliente precise digitar manualmente o total da compra e reduzindo erros de preenchimento. 

A forma de confirmação e a conta em que os valores são recebidos variam conforme a solução contratada. Por isso, esses pontos devem ser conferidos antes de escolher uma maquininha para receber por Pix.

Pix na maquininha tem taxa? E o QR Code Pix?

Tanto o Pix na maquininha quanto o recebimento por outro QR Code Pix podem ter ou não tarifa para a empresa. O custo depende das condições da instituição ou empresa que oferece a solução, e não apenas do fato de o código aparecer em uma maquininha ou fora dela. 

O Banco Central permite a cobrança de tarifas pelo Pix para pessoas jurídicas. MEIs e empresários individuais seguem as regras aplicáveis às pessoas físicas, que também preveem situações específicas em que o recebimento pode ser tarifado. Por isso, a empresa precisa consultar as condições aplicadas pela instituição ou pelo provedor escolhido.

Na comparação, é importante separar:

  • tarifa por Pix recebido — verificar se existe cobrança percentual ou fixa e como ela varia conforme o tipo de conta ou plano contratado;
  • mensalidade ou plano — conferir se o uso da solução depende de um pacote pago, mesmo quando o recebimento por Pix não tem tarifa;
  • custo do equipamento — considerar compra ou aluguel da maquininha, quando houver, separadamente da tarifa aplicada às transações;
  • condições promocionais — verificar por quanto tempo a gratuidade ou taxa reduzida permanece válida e quais condições passam a valer depois;
  • outros custos do serviço — identificar cobranças adicionais relacionadas à solução utilizada e incluí-las no custo total da operação.

Em um exemplo hipotético, imagine uma empresa que receba R$ 20 mil por mês em Pix. Se a solução aplicar uma tarifa de 0,8% sobre os valores recebidos, o custo seria de R$ 160 naquele mês. Uma alternativa sem tarifa por Pix pode ter outro custo fixo, como o equipamento. A comparação precisa considerar quanto a operação inteira custa para o volume real de vendas da empresa, e não apenas uma taxa divulgada isoladamente.

Na Cora, o Pix PJ é gratuito e ilimitado para envio e recebimento. Pelo Pix Cobrança, é possível gerar QR Codes dinâmicos para cobranças específicas sem tarifa e acompanhar os recebimentos pela Gestão de Cobranças. Para vendas presenciais, o aplicativo também permite criar um QR Code Pix estático reutilizável, que pode ser compartilhado ou impresso no ponto físico; nessa modalidade, o cliente informa o valor que será pago. 

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O Pix cai na hora? Como confirmar o recebimento?

O Pix tem liquidação em tempo real. Depois da confirmação da transação, os recursos são disponibilizados em poucos segundos, e o sistema funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana.

Isso vale para o Pix iniciado por QR Code, inclusive quando o código é exibido em uma maquininha. Porém, a empresa deve verificar em qual conta a solução contratada credita os valores e como a confirmação do pagamento aparece no terminal, aplicativo ou sistema utilizado.

No atendimento presencial, a conferência não deve depender apenas do comprovante mostrado pelo cliente. Antes de considerar a venda paga, é importante verificar se a transação foi efetivamente confirmada na solução usada para receber.

Na Cora, os pagamentos por Pix entram na conta assim que a transação é concluída, e as cobranças emitidas pelo Pix Cobrança podem ser acompanhadas na Gestão de Cobranças.

O que muda no controle das vendas e na conferência dos pagamentos com o QR Code Pix?

A forma como o QR Code é gerado pode mudar o trabalho necessário para relacionar cada Pix à venda correspondente. Quanto mais informações estiverem associadas à cobrança, menor tende a ser a dependência de conferências manuais.

Um QR Code estático exposto no balcão, por exemplo, pode ser usado sucessivamente por vários clientes. Se o valor estiver em aberto, cada pessoa ainda precisa digitar quanto vai pagar. Nesse cenário, a empresa precisa conferir se o valor recebido corresponde à compra e identificar a entrada correta entre os demais pagamentos.

Já um QR Code criado para uma venda específica pode trazer o valor previamente definido e ficar associado àquela cobrança. O QR Code dinâmico também permite incluir mais informações sobre a cobrança, o que pode facilitar sua identificação.

Imagine uma loja que faça dezenas de vendas presenciais por dia, com valores diferentes. Com um QR Code estático sem valor definido, cada cliente precisa informar quanto vai pagar, e a equipe deve conferir se o valor recebido corresponde à compra. 

Em uma cobrança com QR Code gerado para aquela venda, o valor pode vir preenchido. Se a solução registrar cada transação individualmente, a associação entre venda e recebimento tende a exigir menos conferência manual. 

A maquininha pode cumprir essa função quando exibe um código gerado para cada venda. Mas não é o único caminho: aplicativos e outras ferramentas de cobrança também podem emitir QR Codes individuais.

Para operações com muitas vendas, não basta comparar se a empresa aceita Pix. É útil entender como os pagamentos aparecem no histórico, como são identificados e quanto trabalho será necessário para conciliar os pagamentos com as vendas registradas.

Quando vale mais a pena usar Pix na maquininha ou QR Code Pix?

Pix na maquininha pode fazer mais sentido quando a empresa já utiliza o terminal no atendimento e quer gerar uma cobrança com valor definido para cada venda. Um QR Code fora da maquininha pode ser suficiente quando o objetivo é receber Pix sem depender de um equipamento específico.

Não existe uma opção melhor para todas as empresas. O custo efetivo, o volume de vendas, a necessidade de identificar cada transação e os equipamentos já usados no atendimento ajudam a definir qual formato é mais adequado.

A escolha também depende do tipo de código e da rotina:

SituaçãoOpção que pode fazer mais sentidoO que considerar
Balcão com vendas frequentes e valores diferentesPix na maquininhaCódigo criado para o valor daquela venda e confirmação pela solução
Empresa quer manter um código disponível no caixaQR Code Pix estáticoPossibilidade de reutilizar o mesmo código
Poucas vendas presenciaisQR Code gerado pelo app ou conta PJPode dispensar equipamento usado apenas para receber Pix
Cobrança precisa ser identificada individualmenteQR Code gerado para cada cobrança, na maquininha ou por outra soluçãoComo cada transação é identificada e registrada
Empresa já usa maquininha para outros meiosAvaliar o Pix no mesmo terminalConveniência de concentrar o atendimento no equipamento
Principal preocupação é custoComparar todas as soluçõesTarifa do Pix, equipamento, mensalidade e demais condições

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FAQ: perguntas frequentes e respostas sobre Pix na maquininha e QR Code Pix

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