Uma transportadora para e-commerce participa de etapas que vão do despacho ao pós-venda. Cobertura de área, compatibilidade com os produtos, rastreamento, integração e suporte podem afetar tanto a rotina da loja quanto a experiência de entrega do cliente.

Neste artigo, o DNA Empreendedor, da Cora, explica como escolher uma transportadora para e-commerce, quais critérios avaliar, como comparar propostas e por que testar o serviço antes de concentrar os envios em um novo parceiro.

O que é uma transportadora para e-commerce?

Uma transportadora para e-commerce é uma empresa responsável por coletar ou receber, transportar e entregar os pedidos de uma loja virtual conforme os serviços e as condições contratadas.

Os serviços variam conforme a operação: algumas empresas têm cobertura mais ampla, enquanto outras atendem melhor determinados tipos de produtos, rotas ou volumes. A escolha, portanto, depende das características do negócio e dos pedidos.

Entre as empresas que atuam no mercado brasileiro de transporte de encomendas estão Loggi, Jadlog, Total Express, J&T Express, Azul Cargo Express, LATAM Cargo, Buslog, Braspress, DHL, além dos Correios. 

O primeiro passo é mapear os principais destinos, o volume e a sazonalidade dos pedidos, as características dos produtos e os serviços necessários à operação. Essas informações ajudam a comparar fornecedores compatíveis com o negócio.

Como escolher uma transportadora para e-commerce?

Para escolher uma transportadora para e-commerce, a empresa deve comparar cobertura e compatibilidade com os produtos enviados, preço, prazo, rastreamento, integração com a loja virtual, logística reversa, qualidade do suporte, reputação e histórico da transportadora.

Esses critérios permitem avaliar a proposta como um conjunto, em vez de decidir apenas pelo menor preço ou pelo prazo anunciado.

1. Verifique a cobertura e a compatibilidade com os produtos enviados

A cobertura deve ser analisada a partir dos CEPs para os quais a empresa mais envia pedidos, e não apenas pela informação de que a transportadora possui atuação nacional ou regional. Isso inclui confirmar se os principais destinos são atendidos, se a coleta está disponível no endereço de origem e se existem restrições específicas para determinadas localidades.

Além da cobertura geográfica, a transportadora precisa atender ao perfil da carga. Peso, dimensões, fragilidade, necessidade de refrigeração ou outras características podem exigir estruturas e condições específicas. Uma empresa pode ter boa cobertura geográfica e ainda assim não ser adequada ao tipo de produto enviado pela loja.

2. Compare preços nas mesmas condições

Para comparar preços de transportadoras, o ideal é utilizar a mesma amostra de pedidos em todas as cotações. CEPs, pesos, dimensões e serviços precisam ser equivalentes para que os valores possam ser avaliados corretamente.

Além da tarifa do envio, a empresa deve verificar cobranças adicionais, valores mínimos, condições para determinados volumes, custos de devolução ou reentrega e validade das tabelas apresentadas.

O menor preço em uma única rota não significa necessariamente menor custo para toda a operação. A amostra deve representar destinos e embalagens frequentes no negócio.

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3. Analise os prazos e a capacidade operacional

O prazo deve ser comparado nas rotas mais importantes para a loja. Não basta verificar qual empresa anuncia a entrega mais rápida: é necessário confirmar qual é o prazo nas rotas em que a loja concentra seus pedidos e quais condições precisam ser cumpridas.

A avaliação deve incluir horários de coleta ou postagem, dias de operação e capacidade para absorver períodos de maior volume, como datas promocionais e outras sazonalidades.

A pergunta “qual o tipo de frete mais utilizado pelo e-commerce?” não tem uma resposta única. Na escolha da transportadora, o mais importante é verificar se ela oferece as modalidades necessárias às principais rotas e prazos da loja.

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4. Avalie a qualidade do rastreamento

O rastreamento não deve ser avaliado apenas pela existência de um código. É importante verificar quais etapas são exibidas, com que frequência o status é atualizado e se o cliente consegue acompanhar o pedido diretamente.

Atualizações claras ajudam o lojista a identificar atrasos ou outras ocorrências e agir antes que o cliente precise reclamar.

5. Confira a integração com a loja virtual

A integração com a loja virtual pode reduzir etapas manuais no processamento dos pedidos. Dependendo da solução utilizada, ela pode permitir calcular frete no checkout, transmitir dados do pedido, gerar etiquetas e atualizar o rastreamento.

Ao avaliar a transportadora, verifique se ela possui integração compatível com a plataforma, o sistema de gestão ou a ferramenta logística usados pelo negócio.

O esforço de configuração e manutenção deve entrar na análise, principalmente quando há mais de um parceiro. Integrações pouco compatíveis com os sistemas da loja podem exigir etapas manuais e aumentar o risco de erros.

6. Entenda como funciona a logística reversa

A logística reversa precisa ser avaliada antes que a primeira troca ou devolução aconteça. O ponto central é entender como a mercadoria retorna do cliente para a empresa.

A empresa deve conferir como a solicitação é iniciada e se o retorno ocorre por coleta ou postagem. A análise deve considerar como o envio é identificado, se pode ser rastreado, quanto custa e qual é o prazo previsto.

Mesmo empresas com poucas devoluções precisam saber antecipadamente qual processo utilizarão quando elas ocorrerem. A ausência de uma solução adequada pode tornar uma troca simples mais demorada e exigir procedimentos manuais para o cliente e para a loja.

7. Avalie a qualidade do suporte

A qualidade do suporte se torna especialmente importante na resolução de problemas durante o transporte. Verifique os canais de atendimento, como funciona a abertura e o acompanhamento de chamados e quais procedimentos devem ser seguidos em caso de atraso, avaria, extravio ou outra ocorrência. 

A empresa também deve conhecer os documentos exigidos e as regras para eventual indenização.

8. Pesquise a reputação e o histórico da transportadora

A pesquisa deve incluir referências de outros lojistas e avaliações públicas sobre a transportadora. Mais importante do que uma nota ou crítica isolada é observar quais problemas aparecem com frequência e como a empresa responde às reclamações.

Sempre que possível, procure opiniões de negócios com operação semelhante à sua, considerando tipo de produto, regiões atendidas e volume de pedidos. Uma transportadora que funciona bem para determinada operação pode não apresentar o mesmo desempenho em outra.

Como comparar propostas de transportadoras?

Para comparar propostas de transportadoras, a empresa deve apresentar a mesma amostra de pedidos e as mesmas condições da operação aos fornecedores avaliados. Assim, a análise considera preços, prazos e serviços calculados sob condições equivalentes.

Uma planilha pode ajudar a organizar a análise:

O que compararO que registrar
Cobertura e produtosCEPs atendidos e restrições relacionadas ao perfil da carga
PreçoValores para os mesmos pedidos, adicionais, condições comerciais e validade da tabela
PrazoTempo previsto para as mesmas rotas e condições
RastreamentoEtapas disponíveis e forma de acompanhamento
IntegraçãoCompatibilidade com os sistemas usados pela loja
Logística reversaProcesso, preço e prazo do retorno
SuporteCanais e procedimento para ocorrências
Reputação e históricoReferências de outros lojistas, avaliações recorrentes e resposta a reclamações

A amostra não deve se limitar às rotas mais simples ou aos destinos próximos. É mais útil incluir rotas frequentes, diferentes tipos de embalagem e destinos relevantes para as vendas da empresa.

Também é importante registrar as condições que acompanham cada proposta. Um preço menor pode estar condicionado a determinado volume mensal, enquanto outro fornecedor pode cobrar separadamente serviços que já estão contemplados na cotação de um concorrente.

A transportadora é uma das decisões do planejamento logístico do e-commerce, já que interfere no despacho, na entrega, nas devoluções e nos custos associados aos pedidos.

Qual é o tipo de frete mais utilizado pelo e-commerce?

PAC e SEDEX, dos Correios, estão entre os tipos de frete mais conhecidos no e-commerce brasileiro, especialmente para lojas que enviam pacotes leves, vendem para diferentes regiões do país e precisam oferecer alternativas de preço e prazo no checkout.

Além dos Correios, transportadoras privadas como Loggi, Jadlog e outras também podem entrar na comparação quando a loja precisa de coleta no endereço de origem, integração com a plataforma de vendas, rastreamento mais detalhado, contrato comercial, mais opções de logística reversa ou melhores condições para caixas grandes, itens frágeis, pedidos mais pesados etc.

Na prática, a modalidade mais usada no mercado serve apenas como referência. Antes de escolher o frete para e-commerce, a empresa deve simular pedidos, com CEPs frequentes, pesos, dimensões, prazos prometidos ao cliente, custo de devolução e nível de rastreamento. Assim, a decisão considera a operação da loja, não apenas o nome do serviço de entrega mais conhecido.

Vale a pena testar uma transportadora para e-commerce antes de concentrar os envios?

Um teste inicial pode ajudar a verificar se preço, prazo, rastreamento e atendimento funcionam como esperado em pedidos reais. Acompanhe os primeiros pedidos antes de ampliar o volume ou concentrar toda a operação em um único fornecedor.

A empresa pode começar com parte dos envios e incluir rotas e embalagens diferentes nessa fase inicial. O objetivo é verificar se preço, prazo e demais condições combinadas se confirmam na operação real e como o parceiro responde quando ocorre um problema.

Registre o prazo prometido e realizado, o preço cotado e cobrado, a qualidade do rastreamento e a resolução das ocorrências. Esses dados criam uma base mais concreta para decidir se a parceria deve ser ampliada.

A Loggi é uma das empresas que podem entrar nessa comparação. Clientes elegíveis da conta PJ gratuita da Cora podem usar 20 cupons de 15% de desconto em envios pela Central de Benefícios.

Depois de escolher a transportadora, inclua os gastos com entregas no controle financeiro da empresa. Abra uma conta PJ gratuita na Cora para separar as finanças do negócio e acompanhar pagamentos e movimentações pelo app.

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