A participação feminina no empreendedorismo brasileiro segue em expansão. Segundo o mais recente Global Entrepreneurship Monitor (GEM), principal pesquisa internacional sobre o tema, o crescimento da presença de mulheres ocorre em ritmo superior ao observado entre homens, tanto nas iniciativas em fase inicial quanto nos negócios já estabelecidos.

Do total de 28,6 milhões de novos empreendedores identificados em 2024, ano de referência do estudo, 13,4 milhões eram mulheres, o equivalente a 47%. Entre os 18,6 milhões de empreendedores estabelecidos, a participação feminina apresenta percentual menor, com 7,1 milhões de mulheres, o que corresponde a 37,2% do total.

Ou seja, embora historicamente mais homens empreendam, o número de mulheres que entram nesse universo continua crescendo de forma consistente.

Entre os principais desafios enfrentados pelas mulheres estão a dificuldade de acesso a crédito para escalar o negócio e a remuneração média ainda menor que a de seus pares masculinos.

É o que diz o estudo “Panorama do Empreendedorismo Feminino no Brasil”, publicado pelo governo federal, em 2024:

“As mulheres empregadoras e por conta própria ganham, com seus negócios, em média 20% menos por mês que os homens, diferença ainda considerada grande e que se torna ainda mais relevante quando se considera que as mulheres tendem a ter mais anos de escolaridade do que os homens.”

Neste artigo do DNA Empreendedor, portal de notícias da Cora, trazemos algumas dicas práticas para que as mulheres enfrentem e possam superar esses e outros desafios, enquanto correm atrás de seus sonhos profissionais e financeiros.

Quais são os principais desafios das mulheres empreendedoras?

São oito os principais problemas enfrentados pelas mulheres empresárias e que as impedem de “alcançar seu pleno potencial”, como destacou o estudo do governo federal já citado:

  1. Acesso a recursos financeiros.
  2. Equilíbrio entre vida familiar e profissional.
  3. Acesso a modelos, mentores e redes.
  4. Acesso à informação e tecnologia digital.
  5. Fatores culturais.
  6. Formalidade x informalidade.
  7. Desigualdades regionais.
  8. Desigualdades raciais.

Por que o acesso a crédito é um problema para mulheres empreendedoras?

O acesso a crédito pode ser mais difícil para mulheres empreendedoras devido a fatores como preconceitos de gênero, menor acesso a garantias e histórico de crédito mais limitado. 

Em negócios inovadores ou startups, por exemplo, os investidores muitas vezes demonstram menor confiança na capacidade de crescimento de empresas lideradas por mulheres. Como resultado, esses negócios recebem uma parcela menor dos investimentos de capital de risco. O estudo cita que, no Brasil, startups fundadas por mulheres recebem menos de 12% desses recursos.

Entre mulheres que empreendem por subsistência, as barreiras incluem menor acesso ao sistema bancário, dificuldades financeiras e educacionais e exigências de garantias que muitas vezes não estão em seu nome, como imóveis registrados no nome do cônjuge. 

Além disso, questões culturais podem resultar em menor acesso à educação financeira, o que também afeta a confiança para solicitar crédito ou negociar com instituições financeiras.

Essa dificuldade aparece em diferentes levantamentos. Segundo dados do Sebrae, 68% das mulheres empreendedoras já tiveram pedidos de crédito negados. 

“Muitas vezes, o desafio não está apenas na oferta de capital, mas na falta de informação clara sobre critérios de análise e na dificuldade de transformar a realidade do negócio em indicadores objetivos”, diz Gabriela Fabri, especialista em Crédito da Cora, conta digital focada em quem empreende.

5 passos práticos para empreendedoras conseguirem crédito para o negócio

Para ajudar mulheres empreendedoras a fortalecer a saúde financeira dos negócios que lideram e ampliar o acesso a crédito, a especialista Gabriela Fabri apresenta cinco caminhos práticos para buscar financiamento de forma estratégica e segura. Confira a seguir.

1. Separe o negócio da sua conta pessoal

Como muitos negócios femininos começam com menos capital inicial, é comum que as finanças pessoais e da empresa se misturem. O primeiro passo para ser bem vista pelo mercado é estruturar o caixa da empresa para que ele se sustente sozinho. 

Defina um pró-labore (o seu salário) e planeje os reinvestimentos. Isso reduz a vulnerabilidade e fortalece a análise de crédito do seu CNPJ.

2. Formalização é o seu passaporte (e escudo)

Atuar na informalidade pode sair muito caro. A formalização, seja como MEI ou em outro regime tributário adequado, é essencial para comprovar a existência e a regularidade do negócio. 

Além de ser uma proteção, o CNPJ regularizado abre portas para linhas de crédito específicas, mais baratas e com melhor leitura de risco pelas instituições financeiras.

3. Transforme sua rotina em dados

Você tem clientes fiéis? Seu faturamento é estável? Muitas empreendedoras subestimam a força dos próprios números. Organize seu histórico operacional: calcule seu ticket médio, registre a recorrência de vendas e o fluxo de caixa

Na hora de pedir crédito, esses dados são os seus melhores argumentos para comprovar que a sua empresa é um negócio sólido e pagador.

4. Use a força da sua comunidade

Uma pesquisa da Cora em parceria com a Rede Mulher Empreendedora (RME) revelou que 55% das empreendedoras têm dificuldade em conseguir crédito. A solução? Não enfrente isso sozinha. Participe de redes, mentorias e grupos de troca

O networking amplia o acesso a informações sobre as melhores linhas de financiamento, exigências de garantias e fortalece seu poder de negociação.

5. Negocie com base em dados, não na urgência

Um erro comum (e muito compreensível) é só buscar o banco quando “a água chega no pescoço”. O ideal é solicitar crédito antes de precisar desesperadamente dele, em períodos de estabilidade. 

Com os indicadores organizados e sem a pressão da urgência, você aumenta seu poder de barganha e consegue taxas muito mais amigáveis.

Checklist: como mulheres empreendedoras podem aumentar as chances de conseguir crédito

Antes de solicitar um empréstimo para a empresa, vale conferir se estes pontos estão em dia:

Como a Cora pode ajudar empreendedoras a acessar crédito

A Cora oferece empréstimo empresarial para quem tem CNPJ, com solicitação 100% digital e análise baseada no histórico financeiro da empresa. As ofertas aparecem diretamente no aplicativo para clientes elegíveis, com parcelas claras e contratação simples.

Além disso, a conta PJ gratuita da Cora oferece uma linha de antecipação de recebíveis, que permite antecipar valores de vendas e melhorar o fluxo de caixa do negócio.

Se você quer organizar melhor as finanças do seu negócio e ter acesso a soluções de crédito pensadas para quem empreende, abra sua conta PJ gratuita na Cora e acompanhe pelo app as oportunidades disponíveis para a sua empresa.

Perguntas Frequentes sobre empreendedorismo feminino e crédito

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