Conheça os principais tipos de frete para micro e pequenas empresas
Entenda as modalidades de frete: econômica, expressa, no mesmo dia, própria, terceirizada, CIF e FOB, e saiba quando usar cada opção
Os tipos de frete disponíveis não se resumem à escolha entre uma entrega mais barata ou mais rápida para a empresa contratante. Na prática, a definição também precisa considerar a transportadora responsável pelos envios, a forma de contratação do serviço, o prazo oferecido ao cliente e a capacidade da operação de cumprir essa promessa.
Neste artigo, o DNA Empreendedor, da Cora, explica quais são os principais tipos de frete, como funcionam as diferentes modalidades e o que avaliar para escolher a opção mais adequada à operação da empresa.
O que são tipos de frete?
Os tipos de frete podem ser diferenciados por vários aspectos da operação. Há modalidades relacionadas ao prazo, como o frete econômico e o expresso, que pode incluir a entrega no mesmo dia; à forma de execução, como frete próprio e terceirizado; e à definição de quem contrata o transporte, como ocorre nos fretes CIF e FOB.
Diferentes tipos de fretes podem se combinar na mesma operação. Um pedido pode, por exemplo, seguir por frete expresso, ser transportado por uma empresa terceirizada e ter o serviço contratado pelo remetente.
Quais são os tipos de frete conforme o prazo de entrega?
Os tipos de frete conforme o prazo de entrega podem ser divididos, de forma geral, entre econômico e expresso. A entrega no mesmo dia é uma modalidade expressa destinada a pedidos que precisam chegar ao destinatário na data da postagem ou coleta.
Para informar um prazo realista ao cliente, a empresa deve considerar o tempo necessário para separar, embalar e disponibilizar o pedido, além do prazo de transporte, que varia conforme a rota e o serviço contratado.
Frete econômico
O frete econômico prioriza um custo mais baixo, em comparação com serviços mais rápidos disponíveis para a mesma rota, e admite prazo maior. Pode atender compras sem urgência ou consumidores dispostos a esperar para pagar menos pelo envio.
Nos Correios, o PAC é um exemplo de serviço sem a prioridade de transporte atribuída ao Sedex. A disponibilidade, o preço e o prazo devem ser consultados conforme os CEPs de origem e destino.
Frete expresso
O frete expresso dá prioridade ao transporte para reduzir o prazo da entrega. Pode ser considerado em pedidos urgentes, produtos necessários para uma data específica ou vendas nas quais a rapidez influencia a decisão de compra.
Os serviços expressos podem prever entrega no mesmo dia, no dia seguinte ou em outro intervalo reduzido, conforme a origem, o destino e as condições do operador. Por isso, a empresa precisa comparar o prazo efetivamente oferecido para a rota, e não apenas o nome comercial da modalidade.
Entrega no mesmo dia
A entrega no mesmo dia, também chamada de same day delivery, é uma modalidade de frete expresso em que a postagem ou coleta e a chegada ao destinatário ocorrem na mesma data. Essa opção depende de cobertura local, horário limite para solicitação ou postagem e disponibilidade operacional.
O Sedex Hoje, dos Correios, e a Entrega Local da Loggi são exemplos de serviços que preveem a entrega no mesmo dia, conforme a área de cobertura e as condições de cada opção. Ao contratar essas ou outras opções semelhantes, a empresa deve confirmar a cobertura e o horário de corte antes de prometer o prazo ao cliente.
Qual é a diferença entre frete próprio e terceirizado?
A diferença entre frete próprio e terceirizado está em quem executa a operação. No frete próprio, a empresa mantém a estrutura necessária para entregar os pedidos. No terceirizado, o transporte é realizado por Correios, transportadora, operador logístico ou plataforma de entregas.
A decisão afeta custos, controle e alcance:
| Aspecto | Frete próprio | Frete terceirizado |
| Estrutura | Exige veículos, equipe, combustível, manutenção e gestão de rotas | A empresa contrata um prestador para executar a operação ou parte dela |
| Controle | Permite acompanhar diretamente equipe, rota e atendimento | Depende dos processos e níveis de serviço do fornecedor |
| Cobertura | Fica limitada às áreas em que a empresa consegue operar | Pode ser ampliada pela malha do parceiro |
| Demanda | Pode funcionar em rotas recorrentes e volumes previsíveis | Pode atender volumes variáveis, conforme a capacidade e as condições do fornecedor |
A escolha não precisa ser única nem definitiva. Uma empresa pode manter entregas próprias em uma região próxima e terceirizar pedidos para outras cidades, períodos de maior movimento ou serviços que exigem estrutura específica.
Em operações terceirizadas, também podem ocorrer subcontratação e redespacho. Na subcontratação, a transportadora contratada recorre a outra empresa para executar parte ou todo o serviço. No redespacho, duas transportadoras participam do percurso, com uma delas levando a carga até um ponto intermediário para que a outra conclua a entrega.
Para aprofundar cobertura, rastreamento, integração, logística reversa e suporte, veja como escolher uma transportadora para e-commerce.
Como funcionam os fretes CIF e FOB?
Os tipos de fretes CIF e FOB diferenciam, de forma geral, quem fica responsável por organizar e contratar o transporte. CIF é a sigla de Cost, Insurance and Freight, ou Custo, Seguro e Frete; FOB significa Free on Board, traduzido como Livre a Bordo. No uso comum no Brasil, o CIF está associado ao transporte contratado pelo vendedor ou remetente, enquanto, no FOB, essa contratação fica com o comprador ou destinatário.
No frete CIF, a empresa vendedora organiza a entrega e contrata o transporte até o destino combinado. Para o comprador, isso significa não precisar buscar e contratar uma transportadora por conta própria. O valor do transporte pode fazer parte do preço da mercadoria ou ser cobrado separadamente na venda, sem que isso, sozinho, transforme a operação em FOB.
Já no frete FOB, o comprador fica responsável por contratar o transporte e pode escolher a transportadora e negociar diretamente as condições do envio.
Na NF-e, essa diferença aparece no campo “modalidade do frete”: o código 0 corresponde à contratação por conta do remetente (CIF) e o código 1 à contratação do frete por conta do destinatário (FOB). O documento também prevê contratação por terceiros, transporte próprio do remetente ou do destinatário e ausência de transporte.
Por isso, a expressão frete por conta do cliente merece atenção. Se o próprio comprador contrata a transportadora, trata-se de frete por conta do destinatário. Mas, se a loja contrata o serviço e apenas repassa ou cobra do cliente o custo da entrega, a operação não se torna automaticamente FOB. Para a modalidade informada na NF-e, importa quem contratou o transporte.
Em caso de dúvida sobre o preenchimento da NF-e, a empresa deve consultar a contabilidade.
As siglas CIF e FOB têm origem nos Incoterms, regras internacionais de comércio. Nesse contexto, elas estabelecem obrigações específicas sobre custos, seguro e transferência de riscos. Nos Incoterms 2020, ambas são destinadas exclusivamente ao transporte marítimo ou hidroviário interior e não devem ser aplicadas automaticamente às operações rodoviárias nacionais.
Como escolher a modalidade de frete para cada entrega?
Para escolher a modalidade de frete, a empresa deve cruzar prazo esperado, destino, características do produto, estrutura disponível e definir quem ficará responsável por contratar o transporte. A alternativa adequada pode mudar entre pedidos do mesmo negócio.
| Situação | Opção a avaliar |
| Cliente aceita prazo maior para pagar menos | Frete econômico |
| Pedido precisa chegar em prazo menor do que o serviço econômico | Frete expresso |
| Pedido local precisa chegar no mesmo dia, com cobertura e horário disponíveis | Entrega no mesmo dia |
| Rotas concentradas, frequentes e previsíveis | Frete próprio, após o cálculo dos custos da estrutura |
| Pedidos seguem para regiões variadas | Frete terceirizado, conforme cobertura e condições do parceiro |
O preço precisa ser avaliado junto com o prazo e a qualidade do serviço. Distância, peso, dimensões, seguro, destino e volume de envios podem mudar o valor.
A escolha também precisa fazer parte do planejamento logístico do e-commerce, porque transporte, estoque, embalagem e devoluções afetam os custos e a margem da venda.
- Leia também | Como calcular frete: entenda os fatores que definem o preço da entrega
Qual o tipo de frete mais utilizado pelo e-commerce?
Não é possível apontar um único tipo de frete como o mais utilizado pelo e-commerce em todas as operações. As lojas virtuais costumam combinar opções econômicas e expressas, entrega local e diferentes empresas de transporte conforme o produto, o destino, o prazo e o custo.
Cada empresa deve definir a combinação mais adequada à própria operação, considerando os CEPs para os quais mais vende, os prazos aceitos pelos clientes, o custo médio por envio e a frequência de pedidos urgentes. Essas informações ajudam a decidir quais opções oferecer no checkout e quais parceiros atendem melhor às rotas e aos volumes do negócio.
Como oferecer diferentes tipos de frete no checkout?
Para oferecer diferentes tipos de frete no checkout, a loja deve informar o preço e o prazo de cada opção disponível para o CEP consultado e apresentar somente alternativas que a operação consiga cumprir.
Ao combinar modalidades de fretes, a loja pode atender tanto quem prioriza o custo quanto quem precisa receber o pedido com maior rapidez.
A opção econômica admite um prazo maior, enquanto a expressa atende pedidos mais urgentes. A entrega no mesmo dia deve aparecer apenas quando houver cobertura, estoque disponível e tempo para separar e despachar o pedido antes do horário limite.
A empresa também pode combinar formas de operação, como entregas próprias em rotas locais e transportadoras para outras regiões. Para isso, precisa informar prazos realistas, direcionar cada pedido ao serviço correto e acompanhar ocorrências. Uma modalidade disponível em uma capital pode não atender determinada cidade do interior.
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