Gestão financeira para PMEs: tudo o que você precisa saber para sua empresa crescer saudável
Quer ver sua empresa crescer saudável? Tire suas principais dúvidas sobre gestão financeira para PMEs
Em um cenário cada vez mais competitivo para os negócios, entender os conceitos e ferramentas básicas de finanças virou uma necessidade. Afinal, a gestão financeira para empresas é um dos pilares do crescimento saudável e da sobrevivência no mercado, especialmente quando falamos das pequenas e médias.
Pensando nisso, criamos este guia para esclarecer as principais dúvidas sobre gestão financeira para PMEs.
Ah! E se quiser se aprofundar em assuntos específicos, traremos uma série de indicações de outros conteúdos preparados pela Cora. Vem com a gente!
Por que gestão financeira é tão importante para PMEs?
Segundo o IBGE, cerca de seis em cada dez empresas brasileiras fecham as portas antes de completar cinco anos. Um dos principais motivos? Falta de controle financeiro.
Sem acompanhar de perto receitas, despesas e fluxo de caixa, fica difícil se preparar para períodos de baixa, tomar decisões estratégicas ou planejar o crescimento do negócio. E isso pode gerar consequências sérias: atrasos em pagamentos, endividamento elevado e até o fechamento precoce da empresa.
Por outro lado, estruturar a gestão financeira traz benefícios claros e diretos:
- Previsibilidade: você entende quando o caixa vai apertar e pode se antecipar;
- Melhor tomada de decisão: relatórios e projeções ajudam a decidir quando investir, negociar ou expandir;
- Mais chances de acesso a crédito: um histórico financeiro organizado transmite confiança e pode melhorar as condições com bancos e investidores.
Com uma boa gestão financeira, sua empresa evita surpresas e ganha espaço para crescer com segurança.
Gestão de fluxo de caixa
Controlar o que entra e o que sai do caixa é essencial para manter a empresa saudável e evitar surpresas no dia a dia.
A boa notícia é que, com organização e as ferramentas certas, a gestão do fluxo de caixa pode ser simples.
O que é fluxo de caixa?
O fluxo de caixa é o registro de todas as entradas e saídas de dinheiro da empresa em um determinado período. Ele mostra se a empresa tem dinheiro suficiente para pagar suas contas, investir ou enfrentar imprevistos (ou seja, é uma ferramenta essencial para o controle da liquidez).
A conta PJ da Cora oferece gestão automatizada do fluxo de caixa, com visualização de lançamentos futuros, extrato categorizado e editável para facilitar o controle do dia a dia.
Leia mais | O que é fluxo de caixa e por que é importante?
| Dicas para criar seu fluxo de caixa do zero Sua empresa ainda não tem um fluxo de caixa organizado? No YouTube da Cora, você encontra um passo a passo detalhado para controlar as entradas e saídas sem dor de cabeça. Assista agora |
O que são contas a pagar e a receber?
As contas a receber são os valores que a empresa tem a receber de clientes, como vendas a prazo ou duplicatas. Já as contas a pagar são as obrigações da empresa com fornecedores, colaboradores, impostos e outras despesas operacionais.
Controlar essas contas é fundamental para manter o caixa equilibrado, evitar atrasos e aproveitar oportunidades de negociação. O ideal é acompanhar prazos, usar ferramentas automatizadas e manter as informações sempre atualizadas.
Leia mais | Como fazer a gestão de contas a pagar e receber da empresa
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O que é e para que serve um Demonstrativo de Fluxo de Caixa (DFC)?
O Demonstrativo de Fluxo de Caixa (DFC) organiza as movimentações financeiras da empresa em três categorias:
- Operacional: atividades do dia a dia (vendas, despesas fixas, fornecedores);
- Investimento: compra ou venda de ativos, como máquinas ou aplicações;
- Financiamento: entradas ou saídas relacionadas a empréstimos ou aportes.
Esse demonstrativo ajuda a entender de onde vem e para onde vai o dinheiro da empresa — e é essencial para avaliar a capacidade de geração de caixa e o potencial de crescimento do negócio.
Leia mais | O que é DFC (Demonstrativo de Fluxo de Caixa) e para que serve?
Indicadores essenciais do fluxo de caixa
Alguns indicadores ajudam a monitorar a saúde financeira do seu negócio e tomar decisões com mais segurança. Confira os principais:
| Indicador | O que mostra |
| Saldo de caixa diário | Valor disponível em caixa ao fim de cada dia. Ajuda a monitorar a liquidez imediata. |
| Prazo médio de recebimento (PMR) | Tempo médio que a empresa leva para receber dos clientes após uma venda. |
| Prazo médio de pagamento (PMP) | Tempo médio que a empresa leva para pagar seus fornecedores. |
| Ciclo de caixa | Diferença entre PMR e PMP. Mostra por quantos dias a empresa precisa financiar suas operações. |
| Necessidade de capital de giro | Valor necessário para manter a operação funcionando sem interrupções. |
| Liquidez corrente | Capacidade da empresa de pagar suas obrigações de curto prazo com os ativos disponíveis. |
| EBITDA | Lucro operacional antes de juros, impostos, depreciação e amortização. Indica o potencial de geração de caixa. |
| Índice de cobertura de juros | Mostra se o lucro operacional é suficiente para cobrir os juros das dívidas. |
Acompanhar esses dados ajuda a prever gargalos, reduzir custos financeiros e tomar decisões com mais segurança. A conta da Cora disponibiliza dashboards com esses indicadores atualizados em tempo real para facilitar o acompanhamento contínuo da saúde financeira empresarial.
Leia mais | 8 indicadores de fluxo de caixa que sua empresa precisa acompanhar
Planejamento e projeção financeira
Depois de organizar o fluxo de caixa, o próximo passo é olhar para o futuro. O planejamento financeiro ajuda a definir metas, prever cenários e tomar decisões com mais segurança, até mesmo em momentos de instabilidade.
Mesmo sem ser especialista em finanças, é possível fazer projeções realistas e criar um plano financeiro eficiente para o dia a dia da sua pequena ou média empresa. Veja os conceitos fundamentais:
Como fazer um planejamento financeiro empresarial
O primeiro passo é entender onde a empresa está. A análise da situação atual inclui:
- Balanço patrimonial: mostra o que a empresa tem e o que deve;
- DRE (Demonstração do Resultado do Exercício): resume as receitas, custos e lucros;
- Fluxo de caixa: detalha as entradas e saídas de dinheiro.
Com essas informações em mãos, você pode montar um planejamento com metas claras para o curto, médio e longo prazo. Etapas essenciais incluem:
- Definir metas financeiras realistas;
- Projetar receitas com base no histórico e nas tendências;
- Criar um orçamento de despesas por categoria;
- Simular cenários (otimista, realista e pessimista);
- Escolher indicadores de acompanhamento (os chamados KPIs financeiros).
Leia mais | Como fazer um planejamento financeiro empresarial do zero
Para que serve o capital de giro?
O capital de giro é o dinheiro necessário para manter a empresa funcionando no dia a dia. Ele cobre despesas como:
- Pagamento de fornecedores;
- Reposição de estoque;
- Custos operacionais fixos (como aluguel, salários e contas);
- Períodos entre a venda e o recebimento dos valores;
- Aproveitamento de oportunidades de crescimento.
Em resumo: o capital de giro garante a continuidade das operações e protege sua empresa de imprevistos financeiros.
Leia mais | Como calcular a necessidade de capital de giro de um negócio
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Como calcular a necessidade de capital de giro?
Existem duas fórmulas importantes para calcular a necessidade de capital de giro:
- Capital de Giro = Ativo Circulante – Passivo Circulante
- Necessidade de Capital de Giro (NCG) = (Estoque + Contas a Receber) – Contas a Pagar
Alguns fatores impactam diretamente esse cálculo:
- Prazo médio de recebimento dos clientes;
- Prazo de pagamento aos fornecedores;
- Volume de estoque necessário;
- Sazonalidade do seu negócio.
O ideal é manter uma reserva para cobrir de três a seis meses das despesas operacionais. Assim, você cria uma margem de segurança para manter as atividades sem depender de crédito externo.
Leia mais | Como calcular a necessidade de capital de giro de um negócio
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Estrutura patrimonial e relatórios contábeis: 7 conceitos que merecem atenção
Outra etapa importante para garantir o equilíbrio financeiro e tomar decisões com mais segurança é entender os principais relatórios contábeis da empresa.
Mesmo que a contabilidade seja terceirizada, vale a pena conhecer os conceitos e acompanhar os números com frequência.
1. DRE
A Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) mostra o desempenho financeiro da empresa em um período, detalhando como a receita bruta se transforma em lucro (ou prejuízo) líquido após todos os custos e despesas.
Estrutura básica da DRE:
- Receita Bruta
- (–) Deduções = Receita Líquida
- (–) Custo das Mercadorias Vendidas (CMV) = Lucro Bruto
- (–) Despesas Operacionais = Lucro Operacional
- (+/–) Resultado Financeiro = Lucro Líquido
Esse relatório ajuda a acompanhar a rentabilidade do negócio e identificar onde estão os principais gastos.
Leia mais | O que é DRE e como montar esse relatório
2. Balanço patrimonial
O balanço patrimonial mostra a situação financeira da empresa em uma data específica. Ele é dividido em três partes:
- Ativo: tudo o que a empresa tem (bens e direitos);
- Passivo: tudo o que a empresa deve (obrigações);
- Patrimônio líquido: recursos próprios da empresa (diferença entre ativo e passivo).
A equação básica do balanço é:
Ativo = Passivo + Patrimônio Líquido
Esse relatório ajuda a entender a saúde financeira da empresa e é essencial para análises contábeis, captação de recursos e tomada de decisão.
Leia mais | O que é balanço patrimonial, qual é a importância e como fazer
3. Patrimônio líquido
O patrimônio líquido representa os recursos próprios da empresa. Ele inclui:
- Capital social investido pelos sócios;
- Reservas de lucros;
- Lucros acumulados e não distribuídos;
- Resultado do exercício.
A fórmula é simples:
Patrimônio Líquido = Ativo Total – Passivo Total
É um indicador importante de solidez financeira e costuma ser analisado principalmente por bancos e investidores.
Leia mais | O que é e como calcular o patrimônio líquido
4. Capital social
O capital social é o valor que os sócios investem na empresa quando ela é aberta. Pode incluir:
- Recursos financeiros;
- Bens (como veículos, equipamentos);
- Direitos (como uso de marca).
Ele define a participação de cada sócio no negócio e serve como garantia para credores. Também é a base para definir a distribuição de lucros entre os sócios.
Leia mais | O que é capital social e como definir na sua empresa
5. Balancete
O balancete é um relatório contábil que apresenta os saldos de todas as contas da empresa em um período, com base nos lançamentos de débitos e créditos.
Ele ajuda a:
- Acompanhar a contabilidade mês a mês;
- Identificar erros ou inconsistências;
- Apoiar decisões estratégicas;
Servir de base para outros relatórios contábeis.
O ideal é fazer o balancete mensalmente, para garantir controle constante da saúde financeira do negócio.
Leia mais | O que é balancete e por que é importante para a empresa?
6. Ativo circulante e não circulante
Quando se trata de gestão financeira empresarial, estes dois termos aparecem com frequência em relatórios contábeis e merecem atenção.
- Ativo circulante: são os bens e direitos que a empresa espera converter em dinheiro até 12 meses, como caixa, contas a receber, estoque e aplicações de curto prazo.
- Ativo não circulante: são os bens e direitos de longo prazo, como máquinas, imóveis, marcas e investimentos permanentes.
Essa distinção ajuda a avaliar a liquidez da empresa e planejar o uso dos recursos com mais eficiência.
Leia mais | Entenda as diferenças entre ativo circulante e não circulante
7. Capital circulante líquido
O Capital Circulante Líquido (CCL) mede a capacidade da empresa de pagar suas obrigações de curto prazo com os recursos disponíveis. A fórmula é:
CCL = Ativo Circulante – Passivo Circulante
Se o CCL for positivo, a empresa tem uma boa margem de liquidez. Se for negativo, há risco de falta de caixa.
Manter esse indicador no radar ajuda a evitar problemas financeiros e reforça a saúde operacional do negócio.
Leia mais | O que é capital circulante líquido e como calcular?
Custos, despesas e margens
Controlar os custos e entender as margens de lucro são passos indispensáveis para manter a empresa financeiramente saudável.
Nesta seção, reunimos os principais conceitos e cálculos que ajudam a identificar onde vale a pena investir, cortar gastos ou ajustar preços para melhorar a rentabilidade.
Custos fixos e variáveis
- Custos fixos são aqueles que não variam com o volume de produção ou vendas.
Exemplos: aluguel, salários administrativos, seguros e serviços como contabilidade. - Custos variáveis são os que mudam conforme o volume de produção. Exemplos: matéria-prima, comissões e fretes.
Saber separar esses custos é essencial para calcular corretamente margens e pontos de equilíbrio.
Leia mais | O que são e como calcular os custos fixos de uma empresa
Despesas fixas e variáveis
Apesar de muitas vezes confundidas com custos, as despesas estão mais ligadas à operação da empresa.
As despesas fixas são aquelas que permanecem constantes independentemente do volume de vendas da empresa, como aluguel, salários e seguros. Estas despesas não variam com a produção e devem ser pagas mesmo quando não há faturamento.
Já as despesas variáveis mudam conforme o volume de atividade da empresa, incluindo comissões, matéria-prima e fretes. Estas despesas aumentam proporcionalmente com maior produção e são diretamente relacionadas ao faturamento.
Leia mais | Entenda as diferenças entre despesas fixas e variáveis de uma empresa
| Custos ou despesas? Entenda de vez a diferença Se você ainda mistura esses conceitos na gestão do seu negócio, preparamos um vídeo que vai te ajudar a entender: • O que são custos (e como eles impactam seu produto) • O que são despesas (e por que elas não podem ser ignoradas) • Dicas práticas para controlar tudo isso e aumentar seu lucro Assista agora |
Como reduzir custos na empresa?
Para diminuir os custos de uma empresa sem abrir mão da qualidade dos produtos e serviços oferecidos, algumas estratégias podem ajudar. Entre elas, estão:
- Revisar contratos e fornecedores;
- Automatizar tarefas operacionais;
- Mapear e reduzir desperdícios;
- Negociar melhores condições de pagamento.
Leia mais | Como reduzir custos na empresa: 6 dicas práticas
Margem de lucro, margem de contribuição e índice de lucratividade: o que significa cada um?
Entender os diferentes tipos de margem e indicadores de lucratividade é essencial para avaliar o desempenho financeiro do seu negócio.
Esses dados ajudam a identificar se os preços estão adequados, se os custos estão sob controle e quais produtos ou serviços trazem mais retorno. Veja a seguir os principais conceitos e suas aplicações práticas:
| Indicador | O que mede | Fórmula | Para que serve |
| Margem de lucro bruta | Eficiência da operação ao vender produtos ou serviços, desconsiderando despesas fixas | (Receita − Custo de Mercadoria Vendida) ÷ Receita × 100 | Avaliar se a atividade principal do negócio está gerando resultado positivo |
| Margem de lucro líquida | Rentabilidade final do negócio após todos os custos e despesas | Lucro Líquido ÷ Receita × 100 | Medir a lucratividade real e comparar com períodos anteriores ou concorrentes |
| Margem de contribuição | Quanto sobra da receita para cobrir os custos fixos e gerar lucro | Receita − Custos e Despesas Variáveis | Tomada de decisões sobre precificação, portfólio de produtos e ponto de equilíbrio |
| Índice de lucratividade | Capacidade da empresa de gerar lucro sobre sua receita total | Lucro Líquido ÷ Receita Líquida × 100 | Avaliar a saúde financeira geral e orientar decisões estratégicas |
| Leia também: • Como calcular margem de lucro • Como usar a fórmula de margem de contribuição na sua empresa • O que é e como calcular o índice de lucratividade |
EBITDA: o que é e como calcular
O EBITDA (Lucros antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização) mostra o quanto a empresa gera de caixa a partir da operação, desconsiderando efeitos financeiros e contábeis.
Você pode calcular de duas formas:
- Método direto:
EBITDA = Receita Líquida – Custos – Despesas Operacionais (exceto depreciação e amortização) - Método indireto:
EBITDA = Lucro Líquido + Juros + Impostos + Depreciação + Amortização
O EBITDA é útil para comparar empresas e avaliar o desempenho operacional real do negócio.
Leia mais | Entenda o que é e como calcular o EBITDA
Calculando o ROI de produtos e serviços
O ROI (Retorno sobre o Investimento) mostra se um produto está dando retorno. A fórmula é:
ROI = (Ganho – Investimento) ÷ Investimento × 100
Para aplicação por produto, considere como investimento os custos de desenvolvimento, marketing e produção. Como ganho, considere a receita gerada pelo produto em período definido.
ROI positivo indica investimento rentável, enquanto ROI negativo sugere reavaliação da estratégia. É importante comparar diferentes produtos e projetos para otimização de recursos.
Leia mais | Entenda como calcular o ROI de um produto ou serviço
Crédito, empréstimos e antecipação
Saber usar o crédito a favor do crescimento é parte essencial da gestão financeira para empresas.
Mas é preciso entender bem as diferenças entre as opções disponíveis (como empréstimos e antecipações) e saber quando cada uma é mais indicada.
A partir de agora, vamos falar sobre os principais conceitos, cálculos e estratégias para usar o crédito com responsabilidade e inteligência.
Diferença entre empréstimo e antecipação de recebíveis
Embora ambos sejam formas de crédito, empréstimo e antecipação de recebíveis funcionam de maneira diferente:
O empréstimo injeta dinheiro novo na empresa, funcionando como um financiamento tradicional. Com ele, a empresa recebe o valor solicitado, paga juros sobre o montante total e tem prazo definido para quitação. Podem ser exigidas garantias dependendo do valor e perfil da empresa.
Já a antecipação de recebíveis “adianta” dinheiro que a empresa já tem a receber de vendas realizadas. Os próprios recebíveis servem como garantia, é aplicado um desconto sobre o valor original e o risco de inadimplência do cliente final é transferido para a instituição financeira.
| Quando recorrer a empréstimo ou antecipação? Use empréstimos quando: • Precisa de capital de giro para manter as operações; • Quer expandir o negócio ou investir em melhorias; • Precisa de um valor maior e com prazo mais longo para pagar. Priorize a antecipação de recebíveis quando: • O fluxo de caixa está apertado no curto prazo; • Já existem valores a receber no futuro, como vendas parceladas; • É preciso resolver um descompasso momentâneo sem recorrer a grandes dívidas. |
Leia mais | Qual é a diferença entre empréstimo e antecipação de recebíveis?
Tipos de antecipação de recebíveis
As principais modalidades de antecipação de recebíveis são:
- Desconto de duplicatas: adianta pagamentos de vendas a prazo com base em duplicatas.
- Antecipação de cartão de crédito: antecipa o recebimento de vendas feitas no cartão, mesmo as parceladas.
- Factoring: venda de recebíveis a uma empresa que assume o risco e a cobrança.
- Cessão de crédito: transferência do direito de receber valores, geralmente com desconto.
- Securitização: transforma recebíveis em títulos negociáveis no mercado.
Cada opção tem custos e prazos diferentes. A escolha depende da urgência para receber, valores envolvidos e tipo de recebível disponível.
Leia mais | Conheça os diferentes tipos de antecipação de recebíveis
Taxa de juros, amortização e CET
Uma das principais diferenças entre as opções de crédito empresarial disponíveis no mercado está no custo do crédito — determinado por fatores como taxa de juros, CET e forma de amortização.
Entender o que significa cada um desses termos e como calculá-los ajuda a tomar decisões mais informadas.
Taxa de juros
A taxa de juros representa o custo de tomar dinheiro emprestado ou o rendimento obtido em uma aplicação.
Em operações de crédito, ela é o principal componente do valor que será pago além do valor emprestado, e pode ser aplicada de forma simples ou composta — o que influencia diretamente o montante total da dívida.
Tipos de juros:
Juros simples
São calculados sempre sobre o valor original da dívida (capital). O valor dos juros é fixo em cada período.
Fórmula: J = C × i × t
(J = juros, C = capital, i = taxa, t = tempo)
| Exemplo: Um empréstimo empresarial de R$ 10.000 com taxa de juros simples de 2% ao mês, por 6 meses: J = 10.000 × 0,02 × 6 = R$ 1.200 O valor total a ser pago será: 10.000 + 1.200 = R$ 11.200 |
Juros compostos
São calculados sobre o valor atualizado da dívida. Isso significa que os juros de cada período incidem sobre o total acumulado anteriormente, o que resulta em crescimento exponencial do montante.
Fórmula: J = C × i × t
(J = juros, C = capital, i = taxa, t = tempo)
| Exemplo: Um empréstimo de R$ 10.000 com taxa de juros compostos de 2% ao mês, por 6 meses: M = 10.000 × (1 + 0,02)^6 ≈ 10.000 × 1,12616 ≈ R$ 11.261,60 O total de juros pagos será: 11.261,60 – 10.000 = R$ 1.261,60 |
Leia mais | Como calcular taxa de juros simples e compostos
Amortização
Amortização é o processo de redução da dívida por meio de pagamentos periódicos que abatem o valor principal. Antecipar parcelas também é uma forma de amortizar, e essa prática pode diminuir os juros cobrados no total, reduzindo o custo do crédito para quem contrata.
Os dois sistemas mais comuns são:
- SAC: parcelas decrescentes; amortização constante e juros menores ao longo do tempo.
- Price: parcelas fixas; amortização crescente e juros decrescentes.
Leia mais | O que é amortização, como funciona e quais são os principais tipos?
CET (Custo Efetivo Total)
O CET representa o custo total de um empréstimo. Ele considera não apenas os juros, mas também todos os encargos envolvidos, como IOF, taxas administrativas, tarifas e seguros. É o indicador mais completo para comparar diferentes propostas de crédito.
Leia mais | O que é CET? Entenda os custos de um empréstimo
Empréstimo para capital de giro
Uma das modalidades de crédito mais úteis para quem empreende é o empréstimo para capital de giro. Mas você sabe o que é e como ele funciona?
O empréstimo para capital de giro é voltado para manter as operações da empresa funcionando, mesmo em momentos de aperto no caixa. Pode ser útil em casos de:
- Sazonalidade nas vendas;
- Crescimento acelerado da demanda;
- Atraso no recebimento de clientes;
- Aproveitamento de oportunidades de compra com desconto.
| Leia também: • O que é e como funciona um empréstimo de capital de giro • Quando solicitar um empréstimo para capital de giro pode ser estratégico |
Como escolher o melhor empréstimo para capital de giro
Alguns critérios importantes para escolher a melhor opção de empréstimo para capital de giro são:
- Taxas de juros compatíveis com seu faturamento;
- Prazos que se ajustem ao ciclo financeiro da empresa;
- Processo de contratação simples;
- Possibilidade de antecipação ou renegociação, se necessário.
A Cora é uma das opções mais vantajosas para PMEs, com taxas competitivas, contratação 100% digital e análise em até 48 horas.
Leia mais | Como escolher o melhor empréstimo para capital de giro
Empréstimo de capital de giro da Cora
O Capital de Giro Cora oferece um processo de contratação simples e ágil, com foco total nas necessidades das pequenas e médias empresas. Basta seguir estes passos:
- Solicite o empréstimo para capital de giro pelo app da Cora;
- Envie a documentação online;
- Aguarde a análise;
- Receba sua proposta personalizada;
- Assine o contrato e conclua a contratação online.
Benefícios:
- 30 dias para começar a pagar;
- Parcelamento em até 24 vezes;
- Sem garantias complexas;
- Integração com a conta PJ;
- Atendimento especializado.
Leia mais | Como funciona e como contratar o Capital de Giro Cora
Como conseguir crédito para pequena empresa?
Pequenas empresas devem se preparar antes de solicitar crédito. Algumas boas práticas incluem:
- Manter documentação financeira em dia;
- Organizar o fluxo de caixa;
- Apresentar um plano de aplicação dos recursos;
- Ter um bom relacionamento com instituições financeiras.
Fontes de crédito incluem bancos tradicionais, cooperativas e fintechs como a Cora, que oferecem produtos especialmente voltados para PMEs.
Leia mais | Dicas práticas para conseguir crédito para pequenas empresas
Cartões e soluções de pagamento corporativo
Ter controle sobre os pagamentos e centralizar despesas do dia a dia é outra parte fundamental da gestão financeira para PMEs. Soluções como o cartão de crédito PJ ajudam a simplificar a operação, organizar o fluxo de caixa e dar mais autonomia para sócios e funcionários.
Agora, vamos entender como funcionam os cartões empresariais, os diferentes tipos disponíveis, seus benefícios e como escolher a melhor solução para o seu negócio.
Como funciona um cartão de crédito para empresa?
O cartão de crédito PJ é uma ferramenta de pagamento voltada para empresas. Seu funcionamento é semelhante ao de um cartão de crédito pessoal, mas com vantagens específicas para gestão corporativa:
- Limite de crédito baseado no faturamento da empresa;
- Relatórios detalhados por categoria de gasto;
- Possibilidade de controle por centro de custo;
- Facilidade para acompanhar e organizar despesas.
A Cora oferece cartão de crédito PJ com múltiplos cartões virtuais gratuitos, ideal para empresas que desejam distribuir o uso de forma inteligente entre colaboradores ou departamentos.
Leia mais | Como funciona cartão de crédito para empresa
É possível ter cartões adicionais e cartões virtuais?
Sim! Aliás, para as empresas, cartões adicionais e cartões virtuais são extensões importantes do cartão principal, que ajudam a descentralizar o uso sem perder o controle financeiro.
- Quem pode usar: sócios, gestores e colaboradores autorizados;
- Vantagens:
- Limites individualizados;
- Gastos separados por cartão;
- Controle centralizado via dashboard;
- Segurança reforçada em compras online com cartões virtuais.
Na Cora, é possível emitir múltiplos cartões virtuais sem custo adicional, com gestão simplificada diretamente pelo app.
Leia mais | Cartão de crédito adicional: como funciona e quem pode ter
Vantagens do cartão de crédito da Cora
Se você está buscando o melhor cartão de crédito empresarial para o seu negócio, é importante saber que a Cora oferece uma opção pensada para as necessidades das pequenas e médias empresas, com funcionalidades exclusivas.
Entre as vantagens do cartão de crédito PJ da Cora estão:
- Múltiplos cartões virtuais gratuitos;
- Cartões físicos para sócios;
- Controle de limite por usuário;
- Gastos organizados por categoria e centro de custo;
- Dashboard de gestão em tempo real;
- Sem anuidade;
- Aprovação 100% digital e rápida;
- Integração total com a conta PJ.
Leia mais | Conheça as vantagens do cartão de crédito da Cora
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Cartão de crédito corporativo para equipes e colaboradores
O cartão corporativo é uma das ferramentas mais práticas para o dia a dia financeiro da empresa.
Ele evita processos demorados como reembolsos e pedidos de adiantamento e oferece vantagens tanto para quem administra quanto para quem usa:
Para a empresa:
- Centralização e controle de despesas;
- Redução da burocracia financeira;
- Geração automática de relatórios por colaborador;
- Melhoria no planejamento e na categorização dos gastos.
Para os funcionários:
- Maior autonomia em compras e viagens;
- Segurança e praticidade no uso;
- Eliminação da necessidade de usar recursos próprios.
A Cora é uma conta PJ que oferece a possibilidade de gerar múltiplos cartões corporativos com controles avançados. Vale a pena conhecer.
Leia mais | Conheça as vantagens do cartão corporativo para funcionários
Endividamento e inadimplência
Manter as finanças do negócio sob controle nem sempre é fácil. Situações como queda no faturamento, acúmulo de despesas ou decisões financeiras mal planejadas podem levar à perda de controle do endividamento.
Quando isso acontece, o CNPJ pode sofrer restrições, afetando o crédito da empresa, o acesso a financiamentos e até a relação com fornecedores.
A boa notícia é que existem caminhos para reverter esse cenário. A seguir, explicamos como identificar dívidas, negociar com credores, regularizar a situação e considerar alternativas como o refinanciamento.
Como negociar dívidas no CNPJ
Antes de negociar, é essencial levantar todas as dívidas em aberto e analisar a real capacidade de pagamento da empresa.
Com base no fluxo de caixa, monte uma proposta viável. Isso evita acordos que podem comprometer ainda mais o orçamento.
Prepare-se reunindo documentos como contratos, comprovantes de débito e o CNPJ da empresa. As estratégias mais comuns de negociação incluem:
- Pagamento à vista com desconto;
- Parcelamento com entrada;
- Renegociação de prazos;
- Quitação parcial, priorizando dívidas com mais encargos ou impacto no crédito.
Você pode buscar canais como:
- Feirões de renegociação (como os da Serasa);
- Sites dos órgãos de proteção ao crédito;
- Contato direto com os credores ou com empresas de cobrança.
Leia mais | Como negociar dívida no CNPJ?
Como saber se o nome da empresa está sujo e regularizar o CNPJ
Para verificar se há restrições no nome da empresa, consulte birôs de crédito como Serasa Experian, SPC Brasil, Boa Vista SCPC e Quod. Também vale checar na Receita Federal e em cartórios de protesto.
Tenha em mãos:
- O CNPJ da empresa;
- Documentos dos sócios;
- Procuração, caso a consulta seja feita por terceiros.
| 5 passos para para regularizar a situação do seu CNPJ: 1. Consulte os birôs de crédito, identifique as pendências do CNPJ e some todos os valores; 2. Negocie condições de pagamento com os credores e birôs para encontrar as melhores opções; 3. Analise a situação financeira do negócio e faça um plano de ação realista para quitar os débitos; 4. Solicite a retirada da restrição nos órgãos competentes; 5. Acompanhe a atualização do status do CNPJ. |
Leia mais | Como saber se o nome da empresa está sujo e regularizar?
O que é um refinanciamento de dívida?
Refinanciar uma dívida significa trocar uma obrigação atual por outra com o objetivo de obter melhores condições. É uma estratégia que pode ser útil quando a empresa precisa reorganizar o fluxo de caixa, reduzir parcelas ou consolidar diferentes débitos em um só.
O refinanciamento pode ser feito por:
- Portabilidade de crédito para outra instituição;
- Novo empréstimo para quitar a dívida anterior;
- Renegociação com o próprio credor.
As possíveis vantagens incluem:
- Redução de juros;
- Parcelas mais leves;
- Mais tempo para pagar;
- Organização das finanças.
Mas atenção: é importante avaliar se, no longo prazo, o refinanciamento trará economia ou se ele apenas adiará o problema com juros maiores ou prazos excessivos, combinado?
Leia mais | Refinanciamento de dívida: o que é, como fazer e quais são as vantagens?
Cuidar das finanças é uma das tarefas mais importantes e desafiadoras de quem empreende. Mas com organização, planejamento e as ferramentas certas, é possível tomar decisões mais estratégicas, evitar problemas de caixa e manter a saúde financeira do negócio em dia.
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