Capital de giro: aprenda o que é e como calcular

23 de Setembro de 2020
o que é capital de giro

Ao realizar o sonho de abrir o próprio negócio muitos empreendedores se deparam com desafios durante a jornada. E, boa parte deles diz respeito à gestão financeira do negócio.

De acordo com dados do IBGE, dois terços dos novos negócios têm sobrevida pequena e fecham suas portas em menos de cinco anos. Entre as razões estão falta de capital de giro, que é fator determinante para a sobrevivência de qualquer negócio, principalmente os de pequeno porte.

A seguir, saiba o que é capital de giro, sua importância e como calculá-lo para manter o caixa da sua empresa sempre positivo. Acompanhe.

Afinal, o que é capital de giro?

O capital de giro é o ativo circulante da empresa para arcar com os custos e despesas fixas e variáveis, ou seja, é uma parte dos recursos financeiros da empresa que é utilizada para suprir as necessidades básicas do dia a dia, sem entrar no vermelho ou ficar inadimplente.

Esse recurso é o que irá manter as contas de consumo do negócio em dia e os estoques abastecidos, além de assegurar o pagamento de fornecedores e funcionários, por exemplo.

Além disso, é o capital de giro que irá manter a empresa funcionando no intervalo de tempo entre o investimento (compras de matéria-prima/pagamento de fornecedores) e o retorno em vendas ou serviços prestados. Como o próprio nome sugere, é ele que irá fazer o negócio girar e ganhar escala.

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Entenda como calcular o capital de giro da sua empresa

Entre as inúmeras ferramentas que um gestor precisa conhecer para assegurar a saúde financeira da empresa, talvez a mais importante seja como calcular adequadamente o capital de giro.

De acordo com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) é importante para um cálculo correto deste montante que o gestor mantenha um rigoroso controle sobre o volume de vendas estimado, de compras, custo das vendas, prazos médios de estocagem e pagamento de contas.

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A fórmula para o cálculo é: (Contas a Receber + Estoque) – (Contas a Pagar)

1. Calcule o seu lucro mensal

Mapeie tudo que irá representar o lucro mensal dmo seu negócio, ou seja, os valores que irá receber de seus clientes, incluindo o material que você possui em estoque até a nova entrega pelo fornecedor.

2. Calcule as contas a pagar

Comece com as despesas fixas mensais do negócio, que incluem aluguel, salários, contas de consumo (água, luz, telefone) e pagamento de fornecedores, por exemplo.

Em seguida, faça uma estimativa das despesas variáveis, como custos de reposição de estoque de acordo com a demanda de vendas ou a compra de um equipamento ou ferramenta que irá otimizar o trabalho.

Agora, basta somar as despesas fixas e variáveis para saber a sua necessidade de capital de giro.

3. Calcule o tempo do seu capital de giro

Além do valor necessário de capital de giro, é importante saber o período em que a empresa fica descoberta, ou seja, o prazo entre gastos e recebimento dos clientes.

  • Calcule o prazo médio das contas a pagar:  se 50% é à vista e 50% em 30 dias, a média é de 15 dias;
  • Calcule o prazo médio de recebimento dos clientes: se uma parte paga em 30 dias e outra em 60, a média de recebimento é de 45 dias.

O resultado é que há (45 – 15) 30 dias da operação descobertos ou a serem bancados pelo capital de giro. Veja abaixo um resumo do cálculo:

“Seu lucro mensal (contas a receber + o valor que você possui em estoque) – Contas a pagar (despesas fixas e variáveis)

Pronto, este é o valor (capital de giro) necessário para fazer o seu negócio funcionar pelo período de tempo em que sua empresa está descoberta.

Agora que você já sabe como calcular o capital de giro da sua empresa, utilize a ferramenta como um apoio para a tomada de decisões e tenha um processo de gestão financeira mais organizado. Este é o primeiro passo para um crescimento escalável.

Uma das alternativas que pequenos negócios têm de garantir o capital de giro necessário para o bom funcionamento da empresa é tentar reduzir custos dos fornecedores e isso inclui os serviços financeiros.

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Por Vanessa Ferreira