Como o open banking está revolucionando o setor financeiro

25 de Novembro de 2020
open banking

O open banking promete mudar a forma como o mercado financeiro funciona, impactando diretamente bancos, fintechs e outros negócios relacionados.

O Reino Unido é um dos locais nos quais o Open Banking já é uma realidade. Estados Unidos, Austrália, Japão, União Europeia e Hong-Kong também já estudam como implementar esse sistema. 

Segundo o Banco Central, este será um projeto extremamente importante para a competitividade do setor bancário, além de ser mais abrangente que o Open Banking no exterior. O processo irá iniciar em 30 de novembro de 2020 e vai até outubro de 2021.

Essa é uma mudança enorme que facilitaria muito a vida dos clientes que desejam migrar de instituição ou simplesmente adquirir um novo produto financeiro. A seguir, entenda o que é open banking e as vantagens para o consumidor e agentes financeiros.

O que é open banking ?

Traduzindo literalmente, open banking significa “banco aberto”. E este conceito parte de um princípio simples: o de que é necessário oferecer uma disponibilidade maior de opções para que o consumidor leve suas informações financeiras para onde desejar.

Imagine todo o histórico de crédito construído ao longo de décadas com um banco – as contas pagas em dia, os salários depositados, as prestações, empréstimos, perfil de gastos…

Com o Open Banking, o cliente consegue pegar todas essas informações e levá-las para onde quiser, sem ter que começar um relacionamento do zero com uma nova instituição. Dessa forma, é possível oferecer serviços financeiros mais personalizados, como um limite de crédito ou um pacote de investimentos adequado a cada perfil. 

Um cliente que pede um empréstimo em uma instituição, por exemplo, poderia usar seu histórico já existente em outros lugares para conseguir melhores taxas ou limites.

O principal ponto aqui é que o cliente é o único titular dos seus dados pessoais, e não os bancos, o que oferece um maior poder de decisão aos usuários. Então, desde que haja autorização, o sistema permitirá o compartilhamento de dados dos clientes, entre outras instituições financeiras regulamentadas e que estejam participando da iniciativa.

Mas, e quanto a segurança?

Isso não significa que toda a tecnologia, de todas as instituições, seria a mesma – e muito menos que as informações ficariam soltas no sistema. Tudo isso pode ser feito em um ambiente seguro – como já acontece hoje com todas as operações online – no qual o cliente tem total controle das informações que decide (ou não) compartilhar com outras instituições ou empresas.

Na verdade, apenas uma camada dessa tecnologia precisaria ser capaz de entender e conversar com todas as plataformas do sistema se o cliente quiser levar seu histórico para outra instituição ou compartilhá-los com algum serviço – como um aplicativo de controle de gastos ou em sites de compras, por exemplo.

Cada banco, empresa, fintech ou operadora continua tendo autonomia para desenvolver os produtos que quiser, com a tecnologia que escolher e adotando todos os procedimentos de segurança.

A diferença é que passaria a existir uma forma padronizada de conversar. A partir delas, uma série de produtos e serviços podem surgir para competir com os atuais bancos e fintechs ou para complementar o que eles oferecem. Nenhum deles, no entanto, tem acesso aos dados sem que o cliente escolha compartilhar suas informações.

Essa tecnologia – ou forma de conversar – se daria por meio de APIs.

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O que é API no open banking?

API (Application Programming Interface, ou Interface de Programação de Aplicativos) é a base tecnológica por trás do Open Banking. De forma resumida, as API’s representam um conjunto de padrões de programação que, a partir do momento em que é aberto, permite a integração, acesso e conversação entre duas ou mais plataformas. 

Assim, as APIs permitem que desenvolvedores de outras empresas de tecnologia criem outras aplicações e serviços que possam funcionar em conjunto com os dados  dos bancos. Ou seja, é uma maneira de fazer com que empresas e desenvolvedores integrem seus respectivos sistemas, compartilhem dados e realizem transações de forma automatizada e segura.

O Google Maps, por exemplo, é utilizado dentro de vários sites. O que é possível graças a API que permite a utilização do serviço em diferentes endereços da internet. Uma maneira das empresas integrarem sistemas e compartilharem dados, de forma segura, sem que o usuário veja como funciona essa interface internamente. Vários sites também usam as APIs abertas de redes sociais para criar formas mais rápidas de cadastro. Repare na quantidade de páginas que dão a opção fazer login usando o perfil de uma rede social. De forma similar, o Open Banking propõe que todo o mercado financeiro tenha APIs abertas.

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5 benefícios do Open Banking

A adoção do Open Banking virá com benefícios não só para aos clientes, mas também para as instituições financeiras:

1.Mais liberdade e autonomia para os clientes

Hoje, a burocracia interna das instituições é uma barreira enorme na hora de tentar mudar de banco. Além disso, quanto maior o tempo de relacionamento com uma instituição, mais informações ela tem a respeito do cliente. Ao migrar, pelo menos parte dessas informações se perde. Com o Open Banking, o cliente não fica preso a esse sistema.

Os usuários terão autonomia para usufruir de diversos produtos e serviços financeiros, de diversas instituições. O sistema Open Banking também torna viável a integração dos sistemas dos bancos com fintechs e a automatização de uma série de transações.

2. Redução de custos e taxas

Através do Open Banking e com a utilização de APIs, haverá uma redução no número de intermediários para executar diversos processos, o que resultará em uma redução de custos para os bancos e instituições, além da possibilidade de tornar os processos mais rápidos.

3. Mais competição =  melhores serviços

O Open Banking reduz a barreira de entrada para novos serviços e produtos, criando um ambiente mais competitivo e com mais opções para o consumidor. Desta forma, os clientes terão acesso a opções mais atrativas e menos abusivas no mercado, como já é possível através de algumas fintechs.

Além disso, o desenvolvimento de APIs estará delegado a terceiros, que possuirão mais liberdade para desenvolver sistemas e aplicações mais eficientes para os usuários.

4. Mais eficiência operacional

Uma maior eficiência operacional também é possível graças ao Open Banking. Integrações entre bancos digitais e ERP’s, por exemplo, facilita a rotina de gestão financeira da empresa. O mesmo ocorre com a integração entre o agente financeiro e a contabilidade online, que facilita toda a troca de informações contáveis de forma automatizada.

5. Melhor Experiência para o Usuário

O Open Banking vem trazendo consigo demandas por serviços diversificados e sem burocracias, como as plataformas de streaming, Netflix e Spotify. No setor financeiro, o Open Banking pode oferecer uma experiência semelhante.

Os produtos das instituições financeiras poderão ser ofertados em diversas plataformas, e estas poderão, por exemplo, ser especializadas em um único tipo de produto, como seguros ou empréstimos – um benefício ao usuário que terá muito mais opções de escolha.

E então, o que achou da novidade? O Open Banking já chegou aqui na Cora. Temos parcerias com sistemas de ERP e Contabilidade online para garantir mais segurança e praticidade na rotina financeira de nossos clientes. Alguns de nossos parceiros são: Ativy, Nimbly, UNO ERP, AppelSoft, ConectPlug, Agilize, Conube e Account Bank.

 

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Por Vanessa Ferreira

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