Etapas do Open Banking: o que acontece em cada uma delas?

20 de Agosto de 2021
etapas open banking
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As etapas do Open Banking no Brasil já estão em andamento desde fevereiro de 2021. No entanto, o assunto ainda gera algumas dúvidas.

A mudança veio para transformar a maneira como o mercado financeiro do nosso país funciona, beneficiando instituições e, principalmente, os usuários de serviços bancários.

Hoje, os bancos detêm os seus dados como uma propriedade, impedindo que serviços mais personalizados possam ser oferecidos. Afinal, só as instituições poderiam ter acesso às suas informações, você não conseguiria, antes do Open Banking, compartilhar o seu histórico com uma instituição financeira diferente para tentar obter melhores serviços.

Entretanto, junto com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) o Open Banking Brasil tem mudado essa relação entre cliente e instituição financeira. No final, todo mundo ganha com mais competitividade, oferecimento de taxas mais justas aos serviços financeiros e serviços personalizados.

Então, pra você que quer se informar das mudanças que irão impactar todo o sistema financeiro nos próximos meses, detalhamos neste post as principais informações sobre as etapas do Open Banking e mostramos como vai funcionar o compartilhamento de dados a partir de agora.

 

Leia mais | LGPD e Open Banking: onde os conceitos se encontram?

 

O que é Open Banking e como surgiu?

Open Banking, em uma tradução mais livre, significa “Sistema Bancário Aberto”. O novo sistema traz a possibilidade de pessoas e empresas se relacionarem melhor com bancos e instituições financeiras.

Essa mudança gera uma liberdade muito maior e permite que todos tenham serviços mais personalizados e acessíveis. Por exemplo, o tratamento de dados pessoais acontecerá conforme consentimento do cliente.

O seu histórico financeiro também é beneficiado. Todo o relacionamento com um banco pode ser “aproveitado” ao mudar de instituição, por exemplo. Isso permite que você aproveite melhor o seu histórico financeiro e tenha serviços mais personalizados.

O Open Banking surgiu na Europa. Hoje, os países do continente servem de referência para quem está iniciando a implementação, como é o nosso caso.

Além disso, em 2018, uma lei chamada Nova Diretiva de Serviços de Pagamento (PSD2) foi aprovada no país, com o intuito de criar um mercado único de serviços de pagamento. Isso resulta em transações mais seguras e eficientes.

As vantagens já são muitas. No Reino Unido, por exemplo, a qualidade de serviços e produtos oferecidos aos clientes aumentou consideravelmente. A relação bancária também mudou, favorecendo inclusive, a quitação de débitos.

 

E o Open Banking Brasil?

Aqui no Brasil, como falamos antes, as etapas do Open Banking iniciaram em fevereiro de 2021 e o cronograma se estende para 2022, quando haverá a liberação gradual de outras funcionalidades.  No entanto, as diretrizes para a mudança foram divulgadas em 2019.

Esse foi o tempo hábil que o Bacen estipulou para que as empresas fizessem todas as adaptações necessárias para a mudança.

 

Conheça as etapas do Open Banking no Brasil

De acordo com o Banco Central, o Open Banking está divido em 4 etapas. Conheça cada uma delas:

 

Etapa 1 – Informações entre instituições

O pontapé do Open Banking Brasil aconteceu em 1º de fevereiro de 2021. Neste primeiro momento, houve a padronização do compartilhamento de dados entre os grandes bancos e instituições financeiras participantes.

Nessa etapa, foram informados ao público os dados como: os canais de atendimento, produtos e serviços oferecidos por cada instituição, localização das agências e caixas eletrônicos, entre outros dados.

No entanto, não envolve o compartilhamento de dados de clientes.

A grande vantagem dessa etapa é surgir soluções que comparem diferentes ofertas de produtos e serviços financeiros, auxiliando as pessoas a compararem e escolherem a opção mais adequada ao seu perfil e necessidades.

 

Etapa 2 – Compartilhamento de dados entre instituições

A segunda etapa do Open Banking Brasil teve início em 13 de agosto de 2021 e teve o objetivo de firmar o compartilhamento de dados de clientes entre as instituições financeiras.

A partir dessa etapa, os clientes – sempre que quiserem e autorizarem – poderão solicitar compartilhamento entre as instituições participantes de seus dados cadastrais (nome do cliente, CPF/CNPJ, telefone, endereço, etc). Além desses dados, também há o compartilhamento de informações bancárias, como movimentação de conta corrente e empréstimos.

Vale lembrar que tudo acontece com o consentimento do cliente e sempre para finalidades determinadas e por um prazo específico, viu?

Segundo o BACEN, a implementação dessa etapa será escalonada, de forma a garantir segurança e estabilidade ao processo e permitir ajustes que forem necessários. Entre os dias 13 de agosto até 24 de outubro, haverá limites para: a quantidade de autorizações para o compartilhamento; o horário para o compartilhamento e  o tipo de informação a ser compartilhada.

Como principal benefício, será possível aos clientes receber ofertas de produtos e serviços mais adequados ao seu perfil, a custos mais acessíveis e de forma mais ágil e segura.

 

Leia também | Como vai funcionar o compartilhamento de dados no Open Banking?

 

Etapa 3 – Iniciação de transações de pagamento e envio de propostas de crédito

A terceira etapa, anteriormente prevista para acontecer no dia 30 de agosto, passou para o dia 29 de outubro de 2021. De acordo com o Banco Central: “a necessidade de ajustes nas especificações técnicas comprometeu o prazo”.

Nessa fase, surge a possibilidade de compartilhamento dos serviços de iniciação de transações de pagamento, que permitirá que um pagamento tenha início fora do ambiente do banco. Sendo assim, a tendência é que o serviço fique ainda mais simples pois poderá ser iniciado em canais ainda mais convenientes para o consumidor, como em lojas de e-commerce ou redes sociais.

Além disso, também está prevista a possibilidade de encaminhamento de proposta de crédito, a data de implementação estimada é 30 de março de 2022. A partir dessa data, clientes poderão em ambientes eletrônicos solicitar propostas de crédito, como empréstimos e financiamentos, a várias instituições (bancos, financeiras, cooperativas, por exemplo) ao mesmo tempo. O que facilitará a comparação de taxas e prazos, por exemplo.

Com relação às formas de pagamento que poderão ser iniciadas via Open Banking, cada uma delas entrará em vigor a partir de datas específicas. Veja abaixo:

  • 30/08/21 – Pagamento com Pix 
  • 15/02/22 – Pagamentos com TED e transferência entre contas na mesma instituição
  • 30/06/22 – Pagamento de boletos 
  • 30/09/22 – Pagamentos com débito em conta 

 

Etapa 4 – Compartilhamento de informações sobre produtos de investimentos

A etapa 4, terá inicio no dia 15 de dezembro de 2021 e dá início ao Open Finance.

Para o dia 15 de dezembro de 2021, o cronograma prevê o início da troca de informações sobre produtos e serviços relacionados a operações de câmbio, investimentos, seguros e previdência entre as instituições. Ou seja, nessa primeira fase não terá o compartilhamento de dados dos clientes.

Apenas para o dia 31 de maio de 2022 que está previsto o compartilhamento de dados de clientes sobre demais operações financeiras, como câmbio, investimentos, previdência e seguros. Lembrando que o compartilhamento só é feito diante o consentimento do cliente.

Assim, amplia-se ainda mais a possibilidade de surgimento de novas soluções e a oferta de produtos e serviços financeiros, mais integrados, personalizados e acessíveis, sempre com o consumidor no centro das decisões.

 

O Open Banking é seguro?

Totalmente. Todo o planejamento realizado pelo Banco Central, concentra o Open Banking na Lei de Proteção de Dados, que garante o compartilhamento seguro de suas informações financeiras.

A expectativa é que, ao final das etapas do Open Banking, tenhamos um serviço mais completo e dinâmico, relacionado às nossas finanças.

Ademais, a previsão é que haja mais competitividade entre as instituições, beneficiando o cliente, com produtos mais personalizados e menos burocracias.

Outra segurança apresentada sobre o Open Banking, é mostrada em uma pesquisa da FEBRABAN.

No documento, é possível comprovar que os bancos já tinham, em sua maioria, uma estrutura pronta de APIs e compartilhamento de dados, antes mesmo da implementação do Open Banking.

Saiba tudo sobre as medidas de segurança do Open Banking

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Por Equipe Cora

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