Golpe do boleto falso: tudo que você precisa saber!

18 de Fevereiro de 2021
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Segundo dados da última pesquisa realizada em 2019 pelo Instituto Locomotiva, o Brasil possui 45 milhões de brasileiros desbancarizados, portanto, é natural que o uso do boleto ainda seja muito recorrente como alternativa de cobrança. O grande problema é que os criminosos aproveitam desse meio de pagamento para aplicar golpes.

Imagino que você já tenha ouvido falar sobre o “golpe do boleto falso”, que acontece quando uma pessoa que realmente fez uma compra ou tem uma conta em aberto recebe um boleto de forma digital ou impressa para pagamento. Contudo, ao realizar o pagamento, o valor vai para a conta de outra pessoa, ao invés de servir para quitar a despesa.

Nesse cenário, estar atento aos principais golpes cometidos com o uso de boletos falsos é fundamental. Antes de qualquer coisa, é importante entender que o mecanismo do boleto de cobrança funciona da seguinte forma: o emissor do documento, ou beneficiário, recebe em sua conta o valor referente ao produto ou serviço prestado após  o pagador realizar o pagamento do boleto. Este processo dura, em média, 3 dias úteis para ser concluído.

Portanto, o que já podemos tirar de lição é que os fraudadores apostam na desatenção das pessoas para aplicar golpes usando boletos. Se todos conferirmos as informações da conta do emissor detalhadamente e prestarmos mais atenção na hora de realizar o pagamento, muitos casos seriam evitados. Mas, não se preocupe, neste conteúdo você encontra tudo o que precisa saber para se proteger!

Quais são os golpes de boleto falso mais comuns?

Todos nós já vimos notícias sobre esse tipo de fraude com boleto. Lojas fantasmas, roubo de dados, descontos inimagináveis são apenas alguns exemplos de cibercrimes bem comuns, mas que podem causar diversos problemas para os usuários. Conheça detalhadamente cada um dos principais golpes cometidos com uso de boletos falsos:

“Erro” de pagamento | Segunda via por e-mail

Você fez a compra de um produto online e gerou um boleto referente a ela, mas no outro dia recebeu uma nova via de cobrança no seu e-mail? É preciso tomar muito cuidado com esse caso!

É bem comum que fraudadores enviem boletos falsos informando que ocorreu um erro no pagamento e que se trata de uma guia corrigida referente à compra realizada. Nesses casos, a fatura enviada costuma ser bem parecida com a original, apenas com um diferencial: a conta do beneficiário é a conta do fraudador e não a conta correspondente do prestador do serviço/produto.

Como se proteger? Sempre que realizar uma compra online, apenas pague boletos emitidos no site oficial da loja. Além disso, em casos de segunda via, somente pague uma nova fatura caso a primeira já tenha vencido e você tenha solicitado mais uma guia.

E-mails alarmistas: “Urgente, boleto em aberto”

Outra estratégia clássica de golpe utilizando o e-mail é o envio de supostas cobranças com títulos alarmantes: “Urgente, boleto em aberto” ou “Sua dívida continua em nosso sistema”. O processo funciona mais ou menos assim:

1)    No e-mail haverá um link ou um anexo que leva o usuário para uma página falsa para gerar o boleto ou instalar um trojan (programa que abre a porta do seu computador para invasões);

2)    Enquanto você está imprimindo o boleto, um trojan que já está no seu computador modifica o código de barras do boleto;

3)    Ao pagar o boleto com esse código alterado, você estará transferindo o seu dinheiro para a conta bancária do criminoso.

Como se proteger? A solução é usar um bom sistema de antivírus/antimalware. O antimalware é um software feito para proteger o seu computador contra todos os tipos de softwares maliciosos, incluindo o vírus. Portanto, adotar um bom sistema de proteção pode evitar ataques de vírus e remover arquivos infectados.

Além disso, tome muito cuidado com mensagens de e-mails com esse teor alarmista. Apenas emita boletos no site oficial do banco ou da empresa que está fazendo a cobrança. E lembre-se, dificilmente, as empresas fazem cobranças por e-mail, em caso de dúvidas, faça o contato através dos canais oficiais.

Lojas fantasmas | Venda de produtos falsos

Neste tipo de golpe, fraudadores criam ambientes online quase idênticos ao de grandes lojas ou anunciam produtos dos mais diversos tipos utilizando-se de “super promoções” para atrair a atenção. Nesses casos, os consumidores acabam realizando a compra e pagando um boleto, contudo, o produto “comprado” nunca chega, já que tudo se trata de uma fraude.

Como se proteger? Sempre que for realizar qualquer compra online, verifique se a loja possui avaliação em sites de reclamação (como o Reclame Aqui, por exemplo); se a URL é a oficial e se o site é seguro ou não.

Para identificar se o site é seguro uma boa dica é verificar se ele possui a certificação de segurança (a página possui o pequeno cadeado que fica do lado esquerdo da URL? se sim, esse é um indicativo de que ela é segura).

Super descontos para quitar dívidas | Liberação de crédito

Esse caso acontece quando o fraudador descobre que você precisa quitar uma dívida de empréstimo e entra em contato oferecendo um super desconto, caso você pague um boleto de cobrança. Por exemplo, vamos imaginar que você tenha uma dívida de R$40.000,00; a abordagem do fraudador poderá ser: “caso você realize hoje o pagamento de um boleto de R$25.000,00, o restante da sua dívida será abatido”. Tentador, não é mesmo?

Além disso, outro golpe comum se refere à contratação de uma linha de crédito, por exemplo. Nesse caso, o fraudador entra em contato informando que caso a pessoa pague uma taxa X extra, ela deixará de ter empecilhos para contratar uma linha de crédito. Outra abordagem comum é a necessidade de um “depósito antecipado” para liberação do crédito.

Como se proteger? Sempre desconfie de qualquer contato que ofereça descontos ou grandes vantagens. O melhor caminho nesses casos é entrar em contato com os canais oficiais da empresa em que a sua dívida está aberta ou contatar os órgãos de proteção ao crédito como SPC e Serasa.

Além disso, outra informação super relevante é que o Banco Central (BC) estabelece que as cobranças de tarifas e taxas das instituições financeiras sobre empréstimos devem ser cobradas junto às parcelas e nunca antes da liberação/aprovação do crédito.

Portanto, para saber se a cobrança pela contratação da linha de crédito está correta, assegure-se de que:

  •         A cobrança não é feita antes do dinheiro do empréstimo cair na conta;
  •         A cobrança não é feita à parte das parcelas do crédito.

Caso esses dois cenários não sejam atendidos, desconfie da fraude!

Por fim, verifique se a comunicação está sendo feita através de fontes seguras e nunca passe suas informações pessoais por e-mail ou por WhatsApp. Em caso de dúvidas, sempre entre em contato pelos contatos oficiais da empresa.

Leia também | Entenda o maior vazamento de dados do país e confira dicas de como reduzir os impactos

 

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5 dicas para não cair no golpe do boleto falso:

1. Desconfie da origem do boleto

Certifique-se que a origem do boleto é confiável. A única guia na qual você deve confiar é aquela que é fornecida no ato da compra, dentro do próprio ambiente online da loja, por exemplo.

Muitos golpistas utilizam de fontes alternativas para enviar faturas impressas entregues pelo correio, pelo e-mail, por SMS ou por WhatsApp. Desconfie desses casos e entre em contato com a empresa para confirmar a autenticidade do envio do documento.

2. Verifique os dados do beneficiário

Todos os boletos precisam ser registrados antes de serem emitidos, com informações do emissor e do pagador, como CPF/CNPJ, data de vencimento e valor. Ao identificar esses dados, é possível fazer uma pesquisa simples e descobrir se as informações são verdadeiras.

Uma boa dica para verificar a veracidade dos dados do beneficiário é consultar o CNPJ e a razão social dentro do site da Receita Federal. Através desse link é possível consultar os CNPJs cadastrados em território nacional.

Além disso, também é interessante conferir se o endereço da loja fornecido no boleto corresponde ao da sede da empresa informado pelos dados da Receita. Caso os dados não batam, não pague o boleto!

3. Confira o valor do seu boleto

Você sabia que os números finais do código de barras são sempre exatamente iguais ao valor pago no boleto bancário? Caso não sejam, significa que a fatura está errada ou foi adulterada!

Por exemplo, observe o boleto abaixo:

O valor dele é de R$250,00 e por esse motivo, o número final do código de barras é “25000”. Outro sinal de alerta, é quando o boleto consta um preço diferente de uma cobrança que costuma ser fixa. Além disso, sempre verifique se o boleto contém informações como data de vencimento, CNPJ e nome do beneficiário.

4. Fique de olho no código de barras

Em um boleto verdadeiro, os números referentes ao código do banco emissor da guia são sempre os três primeiros números exibidos no código da fatura. Para conferir se o código que consta no boleto corresponde com o banco do emissor, você pode usar como base esse guia de código dos bancos.

Ademais, caso o aplicativo do seu banco não consiga fazer a leitura do código de barras, pode desconfiar do boleto. Isso pode acontecer por diversos motivos, desde uma área meio apagada até a existência de alteração fraudulenta. Em qualquer um dos casos, a melhor opção é entrar em contato com o emissor da guia e não realizar o pagamento até obter uma resposta oficial.

5. Esteja atento às dicas de segurança digital

Uma dica fundamental é ter em seu computador um antivírus sempre atualizado e não instalar softwares de origem desconhecida. Além disso, é importante observar o nome que aparecerá como beneficiário na tela do caixa eletrônico ou do celular. Portanto, só efetue o pagamento se você tiver certeza a respeito do nome do beneficiário/emissor do boleto.

Por este motivo, antes de pagar qualquer boleto confira primeiro a origem, os dados do beneficiário, o valor e sempre opte pelo pagamento via leitura automática do código de barras.

Leia também | 5 dicas de segurança na internet para não cair em armadilhas

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Por Leticia Souza

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