Quando a maquininha trava, o sistema cai ou falta energia, a loja deve ter alternativas para continuar atendendo. É possível vender sem maquininha com Pix, QR Code, Tap to Pay ou link de pagamento, desde que a solução escolhida continue acessível e a transação possa ser confirmada.

Um plano de contingência deve prever alternativas para receber e definir como registrar a venda, relacionar o pagamento ao pedido e conferir as operações quando o sistema voltar a funcionar.

Neste artigo, o DNA Empreendedor, da Cora, explica como receber em diferentes tipos de falha e montar um plano de contingência para vendas no balcão, pedidos para retirada e atendimento pelo WhatsApp.

Como vender sem maquininha quando ocorre uma falha na loja?

Para vender sem maquininha durante uma falha, primeiro é preciso identificar o que deixou de funcionar e quais recursos continuam disponíveis. Se apenas o terminal parou, por exemplo, o celular conectado pode ser usado para receber de outras formas. Se o problema também atingir a conexão ou o sistema da loja, o plano precisa ser outro.

Três pontos ajudam a orientar a decisão:

  • o que deixou de funcionar: identificar se a falha está apenas na maquininha ou também envolve energia, Wi-Fi, internet móvel ou sistema da loja;
  • o que continua disponível: verificar se há celular com bateria, conexão e meios como Pix, QR Code, Tap to Pay ou link de pagamento já habilitados;
  • como confirmar e registrar o pagamento: avaliar se será possível conferir o recebimento e guardar os dados necessários para relacioná-lo à venda depois.

Se a falha estiver restrita à maquininha, vale primeiro fazer as verificações básicas indicadas pelo fornecedor, como bateria e conexão. Se o problema continuar, a loja pode acionar a alternativa de contingência já definida.

Esse plano B precisa existir antes do problema. Soluções que exigem cadastro, análise ou habilitação devem estar disponíveis previamente, assim como o aplicativo, o aparelho compatível e os acessos necessários para usá-las.

Quais formas de pagamento permitem vender sem maquininha?

Pix, Tap to Pay e link de pagamento estão entre as alternativas para vender sem maquininha física. A escolha depende dos recursos que continuam funcionando durante a falha e também de o cliente estar ou não no local e querer pagar à vista ou no cartão.

  • Pix e QR Code Pix: permitem receber sem passar cartão por um terminal. O Pix funciona todos os dias e horários e disponibiliza o dinheiro ao recebedor em poucos segundos. Um QR Code já preparado pode facilitar a contingência, mas a empresa ainda precisa conseguir confirmar o recebimento antes de considerar a venda paga. O Pix PJ da Cora é gratuito e ilimitado para envio e recebimento; 
  • Tap to Pay: permite usar um celular compatível com NFC como terminal para pagamentos por aproximação. É especialmente útil quando o cliente está presente e quer pagar com cartão. Como a cobrança depende da aproximação, é importante prever outra alternativa caso o cartão ou dispositivo do cliente não possa ser usado dessa forma;
  • Link de Pagamento: permite criar uma cobrança e enviá-la por WhatsApp ou outro canal. Cliente e empresa não precisam estar no mesmo local, e algumas soluções permitem parcelamento no cartão.
  • Leia também | Saiba tudo sobre recebimento em Pix para empresas

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Pessoa usando Tap to Pay da Cora pelo celular

Como vender parcelado sem maquininha?

É possível vender parcelado sem maquininha por meio de soluções que aceitam cartão de crédito sem exigir o terminal físico. Entre elas estão o link de pagamento e o Tap to Pay, com condições que variam conforme o fornecedor.

No link de pagamento, a cobrança pode ser criada pelo celular e enviada ao comprador, o que atende inclusive vendas fechadas por WhatsApp. No Tap to Pay, o pagamento é presencial: o próprio smartphone compatível funciona como terminal, e o cliente aproxima o cartão ou outro dispositivo para pagar.

Parcelar a compra para o cliente não determina quando a empresa receberá o dinheiro. O repasse pode ocorrer conforme um cronograma próprio da solução, e algumas oferecem antecipação dos valores, com condições e custos específicos. Por isso, antes de oferecer parcelamento, é importante verificar tanto o número de parcelas quanto o prazo e o custo de recebimento.

Na Cora, o Link de Pagamento permite cobrar no cartão de crédito e oferecer parcelamento em até 12 vezes. Nas vendas parceladas, a empresa recebe cada parcela mensalmente, 30 dias após a confirmação do pagamento. Há possibilidade de antecipação de recebíveis, sujeita à análise de crédito. O acesso ao Link de Pagamento também está sujeito à análise.

O Tap to Pay da Cora também aceita débito e crédito, à vista ou parcelado em até 12 vezes. A solução funciona em celular Android com NFC e aplicativo da Cora, e o valor das vendas cai na conta no mesmo dia. A habilitação está sujeita à análise. 

Como continuar vendendo quando falta energia, internet ou o sistema da loja cai?

Quando falta energia, internet ou o sistema da loja cai, a possibilidade de continuar vendendo depende do que permaneceu funcionando. Trocar a maquininha por outra solução digital não resolve o problema se ela depender do mesmo recurso que ficou indisponível.

Veja os principais cenários:

FalhaO que verificar Como agir
Maquininha parou ou descarregouCelular, bateria e conexão continuam disponíveis?Avaliar Pix, QR Code Pix, Tap to Pay ou link conforme a forma de pagamento.
Wi-Fi caiuO celular tem acesso à rede móvel?Usar uma solução que funcione pela conexão disponível.
Faltou energiaCelular tem bateria e internet móvel?Usar meios acessados pelo celular enquanto houver bateria e conexão móvel.
Sistema ou PDV caiuOs meios de pagamento continuam operando?Receber e manter um registro provisório para lançar a venda quando o sistema voltar.
Wi-Fi e dados móveis estão indisponíveisAlgum meio disponível permite processar e confirmar o pagamento?Seguir o procedimento de contingência definido pela empresa. Se não for possível confirmar o pagamento digital, não considerar a venda concluída.

Um QR Code Pix impresso pode continuar disponível mesmo com o sistema da loja fora do ar. Ainda assim, a empresa precisa de acesso à conta ou a outra forma de confirmação para verificar se o dinheiro entrou antes de liberar o produto.

Se a falha acontecer durante uma tentativa de pagamento, há outro cuidado: antes de iniciar uma nova cobrança, é importante verificar se a primeira chegou a ser aprovada. Isso reduz o risco de cobrar duas vezes pela mesma venda.

Como receber no balcão, na retirada ou pelo WhatsApp durante a falha?

A forma de receber durante uma falha também depende de onde o pedido está sendo concluído. Balcão, retirada e WhatsApp exigem procedimentos diferentes, mesmo quando usam os mesmos meios de pagamento.

No balcão, o cliente está presente. O Pix, inclusive por QR Code, pode atender uma compra à vista, enquanto o Tap to Pay permite receber cartão por aproximação. O link de pagamento também pode ser enviado ao celular do cliente durante o atendimento, desde que ele tenha acesso à internet para concluir a cobrança.

Na retirada, a cobrança pode ser enviada antes de o cliente chegar. A empresa confirma o pagamento e libera o pedido quando ele for retirado.

No WhatsApp, Pix e link de pagamento podem ser enviados na própria conversa. Assim, a loja pode continuar fechando pedidos para entrega ou retirada quando o problema está no equipamento ou sistema, mas os canais de cobrança continuam acessíveis. 

Em qualquer um desses cenários, mudar a forma de cobrar não elimina a necessidade de identificar a venda. O recebimento precisa continuar associado ao pedido correspondente.

Como confirmar o pagamento e registrar a venda sem o sistema?

Quando o sistema está fora do ar, a empresa deve confirmar o pagamento na conta ou na solução utilizada e manter um registro provisório da venda. Um comprovante apresentado ou enviado pelo cliente, sozinho, não substitui a verificação de que a transação foi concluída.

No Pix, é possível verificar a entrada do dinheiro na conta. No link, o status da cobrança deve ser consultado na solução utilizada. No Tap to Pay, é preciso confirmar que a operação foi aprovada.

Se a própria falha impedir essa conferência, a loja deve seguir a regra definida previamente para a situação. Liberar ou não o pedido precisa fazer parte do plano, em vez de ser decidido apenas quando o problema já está acontecendo.

O registro provisório deve reunir informações que permitam localizar a operação depois, como horário, valor, produto ou identificação do pedido, canal da venda, forma de pagamento e status da transação.

Quando o sistema voltar, a empresa pode comparar esses registros com os pedidos e recebimentos, lançar o que ficou pendente e investigar diferenças antes do fechamento do caixa.

Como montar um plano de contingência para vender sem maquininha?

Um plano de contingência para vender sem maquininha deve ser definido e testado antes de uma falha. Assim, a equipe sabe quais meios usar, onde conferir o pagamento e como registrar uma venda quando parte da operação fica indisponível.

O plano pode prever:

  • falhas e alternativas: mapear o que fazer se maquininha, internet, energia ou sistema ficarem indisponíveis e qual meio usar em cada cenário;
  • responsáveis e instruções: definir quem aciona o plano, confirma os pagamentos e registra as vendas. As orientações precisam estar acessíveis mesmo se o sistema principal estiver fora do ar;
  • ferramentas habilitadas: concluir cadastro, análise ou ativação das soluções de contingência;
  • celular preparado: verificar bateria, NFC quando necessária, aplicativos, acessos e permissões necessários e internet móvel;
  • energia de reserva: avaliar power bank ou outra solução compatível com a operação;
  • QR Code testado: quando fizer sentido, deixar o código pronto, legível e associado à conta correta;
  • dinheiro e troco: se a loja aceita pagamentos em espécie, prever troco para que essa opção também possa ser usada durante a falha; 
  • confirmação e registro: definir onde conferir cada pagamento e quais informações anotar se o sistema ou PDV estiver indisponível;
  • conciliação posterior: prever como vendas, pedidos e recebimentos serão comparados quando a operação voltar.

Depois de definido, o plano deve ser testado em um momento de menor movimento. A simulação ajuda a verificar se a equipe consegue acessar as alternativas, confirmar pagamentos e registrar vendas sem depender do sistema principal, além de revelar problemas como celular sem NFC, ferramenta não habilitada ou falta de internet móvel.

Preparar mais de uma forma de receber ajuda a reduzir improvisos quando algo sai do previsto. Abra uma conta PJ gratuita na Cora e conheça os recursos para receber e acompanhar pagamentos da empresa.

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