O podcast da Cora que traz conversas reais com empreendedores sobre os desafios e as conquistas de quem toca o próprio negócio no Brasil.
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Reforma Tributária: o que sua PME precisa mudar para não perder dinheiro em 2026
Raphael Barbosa
Estamos em 2026 e a Reforma Tributária deixou de ser um projeto de lei para se tornar parte do dia a dia das empresas brasileiras. Com o início do período de teste e transição, as pequenas e médias empresas agora enfrentam o desafio de conviver com o sistema antigo e as novas alíquotas da CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços).
No episódio 40 do Fala, PJ!, gravado durante o evento Cora Conversa Contábil, Raphael Barbosa, especialista em Reforma Tributária e sócio da Contabilidade 4.0, trouxe um alerta importante: a transição não é apenas sobre alíquotas, é puramente financeira.
Se a sua contabilidade ainda está presa ao papel de “geradora de guias”, sua empresa está perdendo competitividade no exato momento em que o fisco se torna digital e em tempo real.
Que tal conferir alguns aprendizados importantes que surgiram desse papo antes de assistir ao episódio completo? Continue a leitura!
Do CPF para o CNPJ: por que a integridade é o seu maior ativo?
A conversa começou com uma reflexão sobre a identidade de quem empreende. Raphael defende que a força de uma empresa nasce da conduta de quem a fundou. “O CNPJ é a cara do que nós somos. Nossa honestidade e nossa força se transformam em um negócio forte e honesto”, comenta.
Em um cenário de transparência fiscal absoluta, como o que vivemos com a implementação da Reforma, a organização pessoal do dono reflete diretamente na saúde do negócio.
A dor do crescimento: de “faz-tudo” a estrategista
Um dos pontos altos da entrevista foi a análise de por que tantas PMEs ficam estagnadas. Raphael identificou que o medo de delegar é a maior âncora do crescimento.
Para ele, escalar exige “tornar-se adulto”, o que significa admitir falhas e buscar especialistas que dominem as áreas que você não domina. “Assumir as próprias falhas é o diferencial. Quando o empresário admite que não é bom em algo e busca quem saiba mais que ele, a empresa explode”, ensina Raphael.
No contexto de 2026, isso significa que o dono da empresa não pode mais gastar energia tentando entender a complexidade do sistema híbrido de impostos; ele precisa de uma estrutura que suporte isso automaticamente.
3 dicas para escalar sua PME no cenário de 2026:
1. Foque no seu talento
Se você é o coração comercial do negócio, ficar preso em rotinas de RH ou financeiro é um desperdício de potencial lucrativo.
2. Adote o BPO Financeiro
Terceirizar a gestão do caixa permite que especialistas cuidem da precisão dos dados, o que é fundamental para evitar multas na nova apuração assistida.
3. Crie processos replicáveis
Uma empresa que depende da presença física e das decisões manuais do dono para emitir uma nota fiscal está fadada a ficar para trás na agilidade exigida pela Reforma.
A realidade do “crédito financeiro”: o perigo está no seu fornecedor
A grande mudança de 2026 é a consolidação do crédito financeiro. Se antes o jogo era sobre alíquotas, Raphael Barbosa esclarece que agora o jogo é sobre fluxo de caixa. “Se eu pudesse resumir a Reforma Tributária em uma palavra, seria ‘finanças’. Todo crédito e débito de imposto estará vinculado ao pagamento”, comenta o especialista.
O que isso significa?
No novo modelo (IVA), você só pode recuperar o crédito do imposto de uma compra se o seu fornecedor tiver efetivamente pago o imposto dele ao governo. Na prática:
• Se o seu fornecedor for inadimplente ou estiver em situação irregular, o prejuízo é seu.
• Você pagará o imposto integral na sua venda sem poder descontar o que pagou na compra, reduzindo sua margem de lucro drasticamente.
O impacto da apuração assistida
O governo já está utilizando os dados de notas fiscais e pagamentos bancários para oferecer guias pré-preenchidas.
Isso tira o contador da função de “digitador de impostos” e o coloca na função de auditor estratégico. Qualquer divergência entre o que você pagou ao fornecedor e o que foi declarado gera um alerta imediato no sistema do fisco.
O novo papel da contabilidade
Raphael enfatiza que o “darfista” (o contador que apenas envia boletos) está extinto. O profissional moderno precisa dominar finanças, tecnologia de dados e estratégia de negócios. “É libertador falar: ‘Eu não entendo nada de folha de pagamento’. Quando você admite sua ignorância técnica em áreas que não são o seu foco, você ganha liberdade para ser o melhor naquilo que realmente traz lucro”, ensina.
Para as PMEs, isso significa que a relação com o contador mudou: ele agora deve ser consultado antes de cada grande decisão de compra ou mudança logística, pois o impacto tributário é instantâneo no caixa.
Checklist: sua PME está segura neste primeiro semestre de 2026?
Se você ainda sente que está “correndo atrás do prejuízo” com as novas regras, comece revisando estes pontos com a sua contabilidade:
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O recado final de Raphael Barbosa no Fala, PJ! é claro: o tempo da informalidade ou da gestão “de cabeça” acabou. Em 2026, o contador é o seu diretor financeiro (CFO).
Se você quer que sua PME prospere, pare de olhar para impostos como um custo inevitável e comece a tratá-los como um elemento central da sua estratégia de sobrevivência e crescimento.
Agora, é hora de assistir ao episódio completo e extrair muito mais dessa conversa. Aproveite!