A primeira desenvolvedora da Cora – um encontro com Sabrina Beck

27 de Julho de 2020
Sabrina Beck

Mulheres são maioria no ensino superior e estudam por mais tempo, mas quando o assunto é tecnologia e inovação, ainda são minoria. Na Cora, queremos ser parte da mudança de cenário!

Acreditamos que para construir um banco digital disruptivo e completo, precisamos de mulheres desenvolvendo nosso produto com protagonismo. No formato de entrevistas, vamos reunir as nossas mulheres incríveis de tecnologia para contar um pouco das suas histórias e falar sobre seus desafios, suas percepções e conselhos para provocar mudanças. 

Ninguém melhor para estrear esse projeto do que a nossa primeira Engenheira de Software, Sabrina Beck. Ela é formada em Ciência da Computação pela Unicamp. Gamer assumida: Sabrina vai do Nintendo aos jogos de tabuleiros. Vale citar que nossa primeira Deva também adora artes marciais e pratica Muay Thai!

Nessa entrevista, você confere um pouco da trajetória dela como Desenvolvedora back-end, e também sobre como estamos construindo nossos times de tecnologia na Cora.

Como foi a decisão de ser uma profissional de Tecnologia?

Meu pai sempre trabalhou com tecnologia, ele é consultor e sempre estava desenvolvendo algum sistema para administração de empresas, ele adorava mostrar isso pra mim e pro meu irmão. Além disso, acompanhei a saga do meu irmão para fazer o curso técnico em Informática, todo projeto que fazia ele mostrava para todos em casa e ele até tentava me explicar como tudo aquilo funcionava, apesar de eu não entender nada.

Aos 12 anos eu resolvi fazer o mesmo curso do meu irmão, então comecei a estudar dia e noite para prestar o vestibulinho e fazer o técnico, que eu também via como uma oportunidade de entrar no mercado de trabalho mais cedo e ter mais independência. Aos 17 anos eu comecei a trabalhar como estagiária e estou aqui.

Eu adoro essa área, porque tecnologia nos dá um mar de possibilidades, com o qual podemos trabalhar, eu já trabalhei com muitos projetos e para citar três áreas bem diferentes, já trabalhei com sistemas de pesagem de gado, gestão de escritórios de advocacia, venda de ingressos e agora serviços financeiros.

Além disso, eu adoro computação pelas possibilidades de atuação também, você pode trabalhar com back end, front end, mobile, big data, data science, sistemas embarcados, segurança, infraestrutura, etc. Eu mesma estou numa saga para decidir o que eu quero para continuar meus estudos numa pós graduação. 

Como é trabalhar em Tecnologia na Cora? O que tem de diferente no ambiente daqui?

A Cora está no começo, então você conhece todo mundo aqui dentro, além disso a galera aqui é muito receptiva, no meu primeiro dia já parecia que eu tava em casa. Você consegue acompanhar e contribuir para o crescimento e até nascimento de cada uma das áreas aqui.

Falando mais especificamente de tecnologia, duas coisas foram fundamentais para  minha decisão de vir pra cá: trabalho em equipe e trabalho de qualidade.

Eu acho que é bem comum ter competição entre os profissionais nessa área, mas é muito ruim quando a competição toma prioridade sobre a colaboração com a equipe. Um dos pilares que a Cora defende é o trabalho em equipe e, para mim, só o fato de estarmos falando disso já é um bom começo. Na prática, eu já participei de várias decisões aqui dentro e da entrega de um projeto, deu pra sentir que o pessoal tem a mente aberta para ouvir pontos de vista diferentes e quando há, as críticas são construtivas.

Eu sempre bati no ponto de que fazer as coisas com zelo e qualidade sempre vai ser mais rápido do que fazer tudo correndo e ter milhares de problemas pra resolver depois. A Cora foi a primeira empresa que eu encontrei em que a própria liderança tem esse discurso.

Se você tivesse que convencer uma desenvolvedora a se juntar a gente, o que diria pra ela?

Eu diria que na Cora temos a oportunidade e missão de aumentar a renda per capita do Brasil, ajudando pequenos empreendedores, que essa é uma oportunidade de mudar nosso país, de criar muitas oportunidades para o povo brasileiro. Que podemos fazer tudo isso juntas, num ambiente em que nós somos ouvidas e nossas contribuições são importantes.

Se uma Deva quiser vir pra cá, quais dicas você daria para o processo dela?

Eu diria para ser ela mesma e não ter medo de encarar o processo. No meu processo eu tive que passar por um live coding que me causou um medinho, mas eu fui em frente e, no final, virou muito mais um bate papo com código, bem tranquilo com o pessoal.

A Cora tem uma abordagem muito humana, então pode ficar tranquila que em nenhum momento vão querer ver se você fica nervosa ou não para saber como reage sob pressão, muito pelo contrário, o processo todo é direcionado para te deixar o mais confortável possível para você mostrar o seu verdadeiro potencial.

O que você diria para  a Deva que está lendo essa entrevista? 

Boa sorte na construção da sua carreira. Tenho toda confiança de que você será bem sucedida. Espero encontrar você algum dia palestrando em conferências, desenvolvendo grandes projetos e, acima de tudo, em empresas que defendam carreiras para mulheres em  tecnologia. Aliás, estamos contratando

 

Por Equipe Cora